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Secretariado Diocesano da Guarda dos Meios de Comunicação Social

O Secretariado Diocesano da Guarda dos Meios de Comunicação Social tem como finalidade promover o diálogo com os Meios de Comunicação Social locais, regionais e nacionais.

Secretariado Diocesano da Guarda dos Meios de Comunicação Social

O Secretariado Diocesano da Guarda dos Meios de Comunicação Social tem como finalidade promover o diálogo com os Meios de Comunicação Social locais, regionais e nacionais.

Cardeal Saraiva Martins faz 80 anos

06.01.12, dioceseguardacsociais

O Cardeal José Saraiva Martins faz hoje, 6 de Janeiro, 80 anos. É natural de Gagos do Jarmelo (Guarda), onde nasceu em 6 de Janeiro de 1932. Depois de terminar os estudos liceais, em Carvalhos, no seminário dos Missionários do Imaculado Coração de Maria, partiu para Roma, onde reside desde os 17 anos de idade. Lá estudou e fez doutoramentos em Teologia na Universidade de São Tomás e de Filosofia na Universidade Pontifícia Urbaniana, como membro da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. Foi ordenado presbítero a 16 de Março de 1957, em Roma.
De 1977 a 1983 foi de Reitor da Universidade Urbaniana, cargo que voltaria a desempenhar entre 1986 e 1988. Neste ano foi nomeado secretário para a Congregação da Educação Cristã e ordenado Bispo. Foi criado Cardeal em 2001, por João Paulo II.
O Papa polaco nomeou-o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos a 30 de Maio de 1998, cargo em que foi confirmado por Bento XVI e que desempenhou até ao dia 9 de Julho de 2008.

Após a resignação D. José Saraiva Martins passou a deter o título de Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

Em 24 de Fevereiro de 2009 D. José Saraiva Martins foi nomeado Cardeal-Bispo da Igreja Católica pelo Papa Bento XVI com o título de Cardeal-Bispo de Palestrina.

Agenda Episcopal de D. Manuel Felício

06.01.12, dioceseguardacsociais

De 8 a 14 de Janeiro, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, participa nas seguintes iniciativas: 

Dia 8, domingo: Celebração Eucarística Arciprestal em Trancoso.

Dia 9: 10.30 horas – Encontro dos Bispos do Centro, em Portalegre.

Dia 10: 15.30 horas - Visita Pastoral à Paróquia de Aldeia do Bispo (Guarda).

Dia 11: 15.30 horas – Visita Pastoral à Paróquia de João Antão.

Dia 12: 15.30 horas – Visita Pastoral à Paróquia Panoias.

Dia 13: 15.30 horas – Visita Pastoral à Paróquia de Sant´Ana d´Azinha.

Dia 14: 10.00 horas – Reunião com responsáveis da Liga dos Servos de Jesus; 14.30 horas – No Soito (Sabugal), para celebração dos 25 anos da Irmandade da Misericórdia local; 19.00 horas – Missa dominical vespertina em Aldeia do Bispo, no encerramento da Visita Pastoral.

Homilia de D. Manuel Felício - Ano Novo

03.01.12, dioceseguardacsociais

Homilia de D. Manuel Felício - dia 1 de Janeiro de 2012

 

Iniciamos um novo ano, invocando a bênção de Deus para todos os nossos projectos e dando graças pelos abundantes dons que até agora Ele nos concedeu.
A Palavra Deus fala-nos hoje da bênção que Moisés, em nome de Deus, distribuiu por todo o Povo. Essa bênção sabemos hoje que tem um nome e esse nome é Jesus Cristo nascido em Belém. Jesus é, de facto, o Salvador esperado, que encarnou na nossa história, nascido de Maria e enviado pelo Pai, na plenitude dos tempos, como lembra a Carta aos Gálatas, que acabámos de escutar.
Celebramos o Dia Mundial da Paz pela 44ª vez (desse 1968, por iniciativa do então Papa Paulo VI). O tema proposto pela mensagem papal para o dia de hoje é o seguinte: " Educar os jovens para a justiça e para a paz".
E não podia haver assunto mais actual do que este para o mundo e em particular para a sociedade portuguesa. De facto, nos tempos difíceis que atravessamos, apostar na educação dos jovens é transformar um peso em oportunida¬de de desenvolvimento para o nosso País. É sabido que dos 13% que representa em Portugal o número dos desempregados, 25% é constituído por jovens e jovens qualificados com diplomas que os habilitam para o exercício de uma profissão. E isto não é teoria, pois ainda recentemente depois de presidir a uma celebração de finalistas, no acto de receberem o seu diploma de ensino superior, eles próprios me confidenciaram que metade já tinha contratos para exercer a profissão em Inglaterra. Este é realmente um facto preocupante, pois todos sabemos que só podemos pôr a nossa economia a crescer com o contributo destes e de outros jovens devidamente qualificados.
Por isso, aos jovens queremos pedir-lhes que ajudem, com a sua imaginação e criatividade, a encontrar modelos novos de desenvolvimento para substituir aqueles que nos têm sido propostos e que, como prova a experiência, já deram o que tinham a dar e com consequências desastrosas. Desenvolvimento voltado só para o crescimento material não é verdadeiro desenvolvimento e uma prova disso é a chamada ditadura dos mercados que a todos nos mantém em sobressalto. Queremos encontrar modelos de desenvolvimento em que cada pessoa com todas as suas capacidades e todas as pessoas sejam valorizadas e motivadas para a participação na vida social. Temos de encontrar caminhos em que todos, com os métodos novos que os jovens são capazes de ajudar a descobrir e a concertar, trabalhem para se conseguir a plena inclusão social. Para isso atrevemo-nos a pedir aos jovens que coloquem como prioridades na sua vida o respeito pela verdade das pessoas, das coisas e do próprio mundo e a partir daqui repensem o próprio exercício da liberdade. Os jovens são capazes de entender, assim haja quem lho proponha com determinação e convicção, que o exercício da autêntica liberdade não pode alinhar com a prática do relativismo, onde cada um quer ser medida de tudo, o que acaba por confundir-se com o império do interesse pessoal sobre os direitos dos outros e do bem comum. Também são capazes de entender facilmente que sem justiça não pode haver vida social sustentável. E, ao falar de justiça, queremos dizer que os tribunais têm de funcionar e funcionar com rectidão; mas temos de ir mais longe. A justiça para além de aplicar as leis, que, com muita frequência, são mais ou menos concertadas em função de interesses e pressões, tem de procurar promover relações de solidariedade, de cooperação e mesmo de gratuidade entre as pessoas.
São estes alguns dos caminhos novos que podem dar futuro à nossa sociedade.
Sintonizados com a mensagem do Papa para este dia, acreditamos nas capacidades das gerações jovens para motivar as grandes mudanças necessárias ao futuro sustentável do nosso mundo. Pedimos, também com o Papa, às instituições da sociedade vocacionadas para intervir na educação da juventude que saibam cumprir a sua missão. E aqui destacamos a responsabilidade das famílias, cujo trabalho de educação nunca pode ser substituído, mas sim tem de ser ajudado de forma concertada, pelos diferentes agentes sociais.
Que o novo ano de 2012 seja um passo em frente no abrir de caminhos novos à intervenção social responsável de todos os jovens.

Guarda e Paço Episcopal, 2/1/2012

+Manuel R. Felício, B. da Guarda

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