Mensagem à Diocese da Guarda

No dia da nomeação de D. António Manuel Moiteiro Ramos para Bispo Auxiliar de Braga

 

Acaba de ser tornada pública a nomeação que o Santo Padre Bento XVI faz do Rev.do Padre António Manuel Moiteiro Ramos para Bispo Auxiliar de Braga.

Damos graças a Deus por esta escolha, pois todos conhecemos as suas qualidades para o desempenho desta importante missão na vida da Igreja. Dotes humanos não lhe faltam: é reconhecida a sua boa formação humana, cristã e sacerdotal, assim como o elevado nível das suas habilitações académicas, incluindo provas dadas como professor do Instituto Superior de Teologia que serve a formação dos nossos candidatos ao Ministério Sacerdotal. Por sua vez, a experiência pastoral adquirida ao longo dos anos em que exerceu entre nós o Ministério Sacerdotal é também garantia de que as novas responsabilidades episcopais serão exercidas com dedicação e competência, sempre na certeza de que somos instrumentos na mão de Deus e só isso. O mesmo se diga das suas capacidades de governo e orientação, à frente das comunidades e serviços que até agora lhe estiveram confiados.

Na hora em acompanhamos D. António Manuel Moiteiro Ramos na preparação e celebração da sua Ordenação Episcopal, que, por graça de Deus acontecerá na nossa Catedral da Guarda, no próximo dia 12 de Agosto, desejamos acolher, desde já, os apelos que Deus nos faz através deste acontecimento pelo qual somos directamente tocados.

Ora acontece esta Ordenação Episcopal no ano em que iniciamos as comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II. O Senhor continua a interpelar-nos para fazermos a plena recepção deste Concílio na nossa Diocese e nas suas diferentes comunidades  e serviços, nomeadamente quanto às propostas que faz para uma Igreja comunhão construída na corresponsabilidade de todos os seus membros. À luz do Concílio, sentimos que precisamos de ser mais a Igreja que Cristo quer, uma Igreja que é comunhão de fiéis e ministérios ao serviço de uma sociedade também renovada nas suas relações comunitárias. O acontecimento desta Ordenação Episcopal pede-nos que continuemos a estimar e a valorizar o Ministério Sacerdotal como sendo o grande sinal da presença de Deus no interior da Sua Igreja, mas também no meio do próprio mundo. Convida-nos a sermos mais diligentes na promoção das vocações sacerdotais e outras de especial consagração. Continuamos certos de que a vitalidade das nossas comunidades e da própria Igreja como tal depende, em larga medida,  destas vocações de total entrega a Cristo e à Igreja para serviço qualificado da própria sociedade. Aos nossos jovens temos de saber lembrar que vale a pena aceitar o apelo de Cristo para virem a ser os sacerdotes que Ele deseja ao serviço da Sua Igreja e os religiosos e religiosas, missionários e missionarias também necessários para que a mesma Igreja se renove e o Reino de Deus cresça no meio do mundo. É preciso que Ele reine. Esta é a nossa certeza e o acontecimento da Ordenação Episcopal de D. António Manuel Moiteiro Ramos vai certamente fazer-nos despertar mais a todos para a importância vital desta realidade das vocações de especial consagração.

Esperamos em breve tornar pública a nomeação de uma Comissão que possa ajudar-nos a viver da melhor maneira este acontecimento de Graça para a Igreja e em particular para a nossa Diocese da Guarda.

Encerramos esta mensagem com uma prece para que o novo Bispo cumpra o desiderato do último Sínodo sobre o Ministério Episcopal e seja, de verdade, “Ministro do Evangelho para a esperança do mundo” (JOÃO PAULO II – Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Gregis, 2003, n. 5).

 

Guarda e Paço Episcopal, 08. 06. 2012

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

 

publicado por dioceseguardacsociais às 09:39