A Liga dos Servos de Jesus está a construir um complexo destinado à formação e à evangelização, na paróquia de Nossa senhora de Fátima de Kilenda, na diocese de Sumbe (antigo Novo Redondo), em Angola.

Do complexo fazem parte uma casa residencial, uma casa para jovens vocacionadas e uma escola com quatro salas e capacidade para 200 alunos, aberta à comunidade. As obras, no valor de 600 mil euros e totalmente financiadas pela Liga dos Servos de Jesus, já estão no terreno e devem ficar concluídas em Outubro de 2010.

 

Se tudo decorrer segundo o previsto, as aulas, na escola aberta à comunidade, vão arrancar em Fevereiro de 2011, altura em que começa mais um ano lectivo.

Sobre o valor das obras, Moiteiro Ramos, Assistente Geral da Liga, explica que “os materiais de construção, em Angola, são muito caros e os empreiteiros também se aproveitam da situação”.

 

A preparar a futura comunidade, estão em Angola três elementos da Liga, as Irmãs Conceição Alpendre e Maria Alcide Ferraz e Ascensão Alpendre. Quando as obras estiverem concluídas, a comunidade deverá ser alargada de forma a poder responder às necessidades quer na catequese, quer no ensino. “As irmãs vão ter um trabalho muito importante na promoção da mulher”, adianta Moiteiro Ramos.

 

Segundo o Padre Ferreira Bernardo, pároco da paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Kilenda, que está de visita à Diocese da Guarda, “as irmãs já estão inseridas na Pastoral da paróquia e têm muito trabalho. Há uma irmã que tem muito jeito para enfermagem e as outras para a catequese”. E acrescenta: “a presença das irmãs vai ajudar muito na organização da paróquia”.

 

Numa terra onde falta quase tudo, o padre Ferreira Bernardo é o primeiro pároco residente naquela paróquia da Diocese de Sumbe, onde tem ao seu cuidado 100 aldeias.

 

Sem casa paroquial, tem residência oficial na sacristia da igreja, local que não reúne as mínimas condições. “A igreja está muito deteriorada, tem os vidros partidos e as portas estão podres”, explica. E acrescenta: “as estradas de ligação entre as aldeias são muito más, há poucos meios de transporte, não temos água canalizada, não há electricidade”.

 

Para colmatar a falta de energia, Moiteiro Ramos disse que “a Liga vai oferecer um gerador”.

 

Apesar deste cenário pouco animador, Ferreira Bernardo acredita que, com a construção do complexo da Liga dos Servos de Jesus, a situação possa melhorar. “As irmãs vão ficar a ajudar e, por isso a pastoral da paróquia vai ser coordenada em conjunto”. E acrescenta: “basta organizar bem a paróquia e depois tudo avança”.

 

Consciente da falta de formação das pessoas, considera que “o trabalho dos catequistas é fundamental”. Numa paróquia com cerca de um milhão de pessoas, das quais mais de metade são cristãos, o padre Ferreira Bernardo diz que “muitas pessoas, que se afastaram, na altura da guerra, estão novamente a regressar à Igreja”.

publicado por dioceseguardacsociais às 15:52