Jornadas de Formação Permanente do Clero

30.01.12

Jornadas de Formação Permanente do Clero

 

Estimados Padres e Diáconos:

Participamos nestas jornadas de formação permanente do Clero centradas na resposta que havemos de dar, como sacerdotes e diáconos, ao apelo que está a ser feito a toda a Igreja para a Nova Evangelização.

Toda a Igreja está convocada para participar na preparação, realização e implementação do Sínodo sobre a “Nova Evangelização e transmissão da Fé” e nós sacerdotes e diáconos queremos também responder decididamente a esta convocatória.

Para isso, colocámos como assunto da nossa formação permanente, ao longo de todo este ano pastoral 2011-12, responder aos apelos feitos pelos Lineamenta do Sínodo. Esse tem sido, de facto, o assunto dos nossos encontros regulares de formação, por zona pastoral, desde o início do ano. Nas jornadas destes dois dias, pretendemos, sobretudo que a nossa leitura dos Lineamenta e da própria convocação dirigida a toda a Igreja seja completada pela leitura complementar de alguém que vem de fora e traz consigo a experiência de presidir a uma diocese vizinha da nossa, com a qual temos muitas afinidades mas também algumas distâncias. Essa é a Diocese de Ciudad Rodrigo. E o seu Bispo, D. Raúl Berzosa, que lhe preside há pouco mais de meio ano, traz também consigo a experiência do académico e professor universitário, que continua a ser na Pontifícia de Salamanca.

Esperamos destes dois dias de jornadas sobretudo a oportunidade para relançarmos o entusiasmo e a criatividade à frente das nossas comunidades e depois, com elas, podermos ensaiar a procura dos caminhos por onde há-de correr a nova evangelização para a qual continuamos a ser convocados.

 

E porque a definição dos caminhos da Nova Evangelização, para nós sacerdotes e diáconos, há-de acontecer sempre em profunda sintonia com a nossa identidade sacerdotal e diaconal, vamos dedicar algum tempo, já no início das jornadas, por um lado à preparação da próxima assembleia geral do Clero, prevista no nosso calendário para os próximos dias 24 e 25 de Maio e por outro lado às instituições de apoio ao exercício do nosso Ministério que já temos e eventualmente outras que devam ser criadas. Com a assembleia geral do Clero desejamos sobretudo aprofundar as implicações da nossa identidade e missão na resposta às novas interpelações que nos fazem quer a vida interna da Igreja quer a vida da sociedade que queremos evangelizar. Sentimos necessidade de identificar bem as grandes mutações sociais com claras repercussões nos nossos ambientes e também inevitavelmente nas formas novas que a Igreja tem de assumir para dar cumprimento à sua missão evangelizadora. E dentro da Igreja também nós sentimos que não podemos continuar a exercer o Ministério como se nada tivesse mudado á nossa volta. Peço, por isso e desde já, que todos passemos a ter presente na nossa oração esta realidade da Assembleia Geral do Clero, a fim de que ela seja oportunidade bem aproveitada para nos abrirmos às inspirações do Espírito Santo e identificarmos bem os caminhos que Ele próprio nos manda percorrer.

Quanto às instituições que temos na Diocese para nos apoiar no exercício do Ministério Ordenado, quer presbiteral quer diaconal, partimos da certeza de que só poderemos cumprir bem a missão que o Senhor nos confia se nos sentirmos permanentemente animados e motivados. E também sabemos quem é o único que nos pode, de verdade, animar e motivar no exercício do Ministério – é o Senhor da messe. Mas Ele quer contar com todos e cada um de nós no processo desta motivação constante; por isso, nos coloca simultaneamente na condição de animados e animadores, motivados e motivadores no exercício do Ministério Ordenado para serviço da Igreja e em particular das comunidades e serviços que nos estão confiados.

Para lembrar e ajudar nesta responsabilidade de apoio mútuo que todos partilhamos existem nesta Diocese instituições para isso vocacionadas. Há duas voltadas para apoio aos sacerdotes – a Fundação Nun´Álvares e o Instituto Comunhão e Partilha. Há uma destinada a ajudar os diáconos permanentes – a comissão promotora e coordenadora do diaconado permanente. Ao longo desta manhã também daremos atenção a cada uma delas, sobretudo para avaliar como estão a ser utilizadas e como poderão ainda ter melhor aproveitamento, sempre com a finalidade de vivermos o nosso Ministério de olhos colocados no único modelo que é a Pessoa de Cristo.

 

Desejo lembrar ainda que estas jornadas de formação sobre a Nova Evangelização e a transmissão da Fé acontecem quando procuramos mobilizar toda a nossa Diocese para o encontro com a Palavra de Deus e, a partir dela, para a evangelização ou reevangelização dos nossos meios. Estamos, de facto, preocupados com o processo de reconvocar para o encontro com a Palavra de Deus os nossos praticantes habituais, mas também os praticantes ocasionais, os que se afastaram da prática cristã, os indiferentes e mesmo os críticos da Igreja. Empenhamo-nos neste processo com a certeza de que a Palavra de Deus, por si mesma, convoca e também envia para levar a novidade do Evangelho a meios e ambientes onde ele de facto está ausente. Sabemos que a Palavra de Deus, por si mesma, é eficaz e, por isso, faz de nós verdadeiros discípulos de Cristo missionários.

Para tentarmos passar á prática, com as nossas comunidades, estas convicções de Fé, contamos com a ajuda pontual de duas ordens religiosas missionarias – Os Redentoristas e os Verbitas. A ajuda externa que nos oferecem é principalmente para despertar nos nossos colaboradores habituais e, a partir deles, em outros que respondem ao convite, o autêntico ardor missionário de evangelizadores, a partir do encontro coma Palavra de Deus feito nos grupos bíblicos. As quatro celebrações arciprestais a que já presidi, no final da passagem destes missionários pelas diferentes comunidades e ambientes, selecionados segundo o critério dos Párocos em diálogo com os seus colaboradores mais directos, foram muito animadoras e deram clara indicação de que estamos no caminho certo, embora difícil. Por sua vez sinto que as experiências já feitas nos vão transmitindo a mensagem de que nós padres e diáconos temos de nos assumir cada vez mais como os educadores da Fé. E, como todos os educadores, precisamos de ter bem clarificado o projecto educativo que propomos às pessoas e para o qual as queremos motivar. É normal encontrarmos muitas resistências, mas como educadores que somos, não desistimos, antes procuramos ajudar-nos mutuamente, sempre ao lado uns dos outros e aprofundando a nossa condição de aliados de Cristo, o único Bom Pastor, no apontar dos caminhos da Fé.

Esta é a nossa missão e esperamos sair destas jornadas re­motivados para a assumirmos cada vez com mais coragem.

 

 

Guarda, 25 de Janeiro de 2012

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

publicado por dioceseguardacsociais às 15:29

BISPO DE CIUDAD RODRIGO FALA DE NOVA EVANGELIZAÇÃO AOS PADRES DA DIOCESE DA GUARDA

25.01.12


 

O Bispo de Ciudad Rodrigo, falou, esta tarde, aos padres da Diocese da Guarda, sobre Nova Evangelização. D. Raúl Berzosa, que está a orientar as jornadas de formação do clero da Guarda, apontou algumas estratégias para levar a Boa Nova de Jesus Cristo aos homens e mulheres da actualidade. pegando nos ensinamentos do Papa Bento XVI referiu que a Nova Evangelização "é a arte de ensinar a viver".

 

 

Falando para cerca de uma centena de sacerdotes de toda a Diocese, o Bispo de Ciudad Rodrigo apontou as chaves pastorais a partir das quais se deve evangelizar: o efeito surfing, ou imersão no humano para emergir até ao divino; a pastoral de exemplo dos santos; o efeito dominó; o efeito assumir, purificar e elevar; a terapia integral do amor; a complementaridade entre fé-razão; o triplo programa do Vaticano II; a comunidade; a nova evangelização; com o crucificado e com os novos crucificados.

D. Raúl Berzosa alertou para a ausência de Deus no mundo como o verdadeiro problema do nosso tempo.

Os trabalhos continuam esta quinta-feira, 26 de Janeiro, no Seminário da Guarda, a partir das 10.00 horas.

No início dos trabalhos, decorreu a Assembleia Geral da Fundação Nun'Álvares, tendo sido eleita a Direcção para os próximos anos. A Assembleia Geral é presidida pelo Padre José Dionísio, sendo secretário o padre Valter e vogal o padre António Domingos.

O Padre Nuno Maria é o novo Presidente da Direcção, o Padre Hugo Martins é o novo Secretário e o Padre João Carvalho continua como Tesoureiro.

publicado por dioceseguardacsociais às 22:48

Agenda Episcopal de D. Manuel Felício

25.01.12

De 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, participa nas seguintes iniciativas:

Dia 29, domingo: 15.30 horas – Na tomada de posse do novo Bispo de Lamego, D. António da Rocha Couto.

Dia 31: 15.00 horas - Visita Pastoral na Paróquia de Seixo Amarelo.

Dia 1: 15.00 horas - Visita Pastoral na Paróquia de Ramela.

Dia 2: 15.00 horas - Visita Pastoral na Paróquia de Benespera; 19.15 horas, na Sé, Festa da Apresentação do Senhor e Dia do Consagrado.

Dia 3: 15.00 horas - Visita Pastoral na Paróquia de Vela.

Dia 4: 12.00 horas – Na Fundação Dª Laura dos Santos, em Moimenta da Serra (Gouveia); 18.30 horas – Missa dominical vespertina, no encerramento da Visita Pastoral em Seixo Amarelo.

 

 

 

 

publicado por dioceseguardacsociais às 12:31

Pré-Seminário da Diocese da Guarda procura candidatos

25.01.12

Párocos são convidados a colaborar

Pré-Seminário da Diocese da Guarda procura candidatos

 

A equipa responsável pelo Pré-Seminário da Diocese da Guarda escreveu aos padres da diocese com o objectivo de encontrar candidatos que desejem “descobrir melhor a sua vocação”.

Constituída pelos padres Carlos Dionísio (Seminário da Guarda) e Luís Campos (Seminário do Fundão), a equipa responsável pelo Pré-Seminário está apostada na sensibilização vocacional nas paróquias de toda a Diocese.

No documento enviado aos padres reconhecem que têm “a missão concreta de lançar, hoje, o convite de seguir Jesus Cristo e acompanhar, em família, os candidatos ao Seminário tal como Jesus convidou e acompanhou os seus discípulos”. E acrescentam: “mas também sabemos que esse é o dever de todo o verdadeiro cristão assim como do Pastor que zela pelo seu rebanho”.

Nesse sentido, para além do serviço que tem sido feito de sensibilização vocacional nas paróquias que já visitaram neste ano pastoral, reconhecem que “qualquer Pároco conhece os seus paroquianos melhor que ninguém e como tal, mais uma vez solicitamos a vossa generosa colaboração neste serviço que é o Pré-Seminário, dando-nos a conhecer algum paroquiano que segundo a vossa perspectiva e vontade do próprio, mostre desejo de descobrir melhor a sua vocação”.

(Mais informações em www.seminarioemfamilia.blogspot.com e facebook: Pré-seminário Diocese da Guarda)

  

 

publicado por dioceseguardacsociais às 12:30

Acção de formação para cantores e directores do canto

25.01.12

Acção de formação para cantores e directores do canto

 

A Escola de Ministérios Litúrgicos da Diocese da Guarda promove, a 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro, uma acção de formação para cantores e directores de canto. A iniciativa, a realizar no Seminário da Guarda, terá lugar entre as 10.30 e as 13.00 horas e as 14.00 e as 17.30 horas, sendo formador Marco Daniel Duarte.

Esta acção de formação, que tem como tema “a oração cantada no tempo vivido”, pretende consciencializar os ministros do canto na liturgia de que o canto não é adorno mas, dotado de componente estética, parte integrante da oração pessoal e comunitária. Outro dos objectivos tem a ver com a preparação do IV Encontro Diocesano de pastoral Litúrgica a realizar a 9 e 10 de Junho de 2012.   

publicado por dioceseguardacsociais às 12:28

Mensagem do Santo Padre Bento XVI para o DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

24.01.12

46º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

"Silêncio e palavra: caminho de evangelização."

20 de maio de 2012

 

Mensagem do Santo Padre Bento XVI

 

Amados irmãos e irmãs,

 

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos.

Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana:

Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de

2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens - muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico - podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n.

21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado

Santo - quando «o Rei dorme (...), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cf. Ofício de Leitura, de Sábado Santo), ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro

Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

 

Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2012.

 

publicado por dioceseguardacsociais às 12:25

Ratoeira - Festa de S. Sebastião

20.01.12

A 21 e 22 de Janeiro, vai decorrer em Ratoeira, concelho de Celorico da beira, a Festa de S. Sebastião. As cerimónias religiosas têm início marcado para as 11.30 horas, de 22 de Janeiro, com a celebração da Missa.

Do programa fazem parte actividades desportivas, culturais e musicais. 

publicado por dioceseguardacsociais às 11:05

Ruivós - Festa de São Paulo

20.01.12

Ruivós, no concelho do Sabugal, celebra a Festa de são Paulo, de 24 a 28 de Janeiro. As cerimónias religiosas começam, no dia 24 de Janeiro com Procissão de Velas, a que se seguirá um espectáculo de fogo de artifício. No dia seguinte, às 11.30 horas será celebrada Missa em louvor de São Paulo. Do programa dos festejos fazem parte actividades musicais, desportivas e culturais.

publicado por dioceseguardacsociais às 11:04

Agenda Episcopal de D. Manuel Felício

20.01.12

De 22 a 28 de Janeiro, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, participa nas seguintes iniciativas:

Dia 22, Domingo: Encerramento de visitas pastorais em Vila Franca do Deão (9.00 horas), Alvendre (10.30 horas) e Sobral da Serra (12.00 horas); 16.00 horas – Na Covilhã, para encerrar a Missão para a Nova Evangelização (Celebração da Palavra).

Dia 23: 10.00 horas – Encontro de Bispos na Abrigada (Diocese de Lisboa) sobre Novos Movimentos eclesiais nas comunidades.

Dias 25 e 26: sempre com início às 10.00 horas e termo às 17.00 horas – Jornadas de formação do Clero, no Seminário Maior.

Dia 28: 18.00 horas – Na Paróquia de Erada para comemoração do cinquentenário da Igreja Paroquial.

 

 

publicado por dioceseguardacsociais às 11:02

Bispo de Ciudad Rodrigo orienta Jornadas do Clero

18.01.12

Nos dias 25 e 26 de Janeiro, no Seminário da Guarda

Bispo de Ciudad Rodrigo orienta Jornadas do Clero

 

O Bispo de Ciudad Rodrigo, D. Raúl Berzosa Martínez, vai orientar os trabalhos das Jornadas de Formação do Clero da diocese da Guarda, a 25 e 26 de Janeiro, no Seminário da Guarda.

No anúncio das Jornadas, aos padres e diáconos, o Bispo da Guarda explica que a formação será orientada pelo “Bispo da Diocese de Ciudad Rodrigo, que tomou posse há sensivelmente meio ano e vem do mundo académico da Universidade, onde con­tinua com funções docentes (Pontifícia de Salamanca). Mais ainda, traz na sua bagagem uma formação académica que o habilita especialmente para tratar assuntos como a relação da Fé com a Cultura ou a melhor utilização dos meios de co­municação social na transmissão da Fé. Vai ser para nós uma oportunidade importante quer para nos abrirmos a novos horizontes no assunto da nova evangelização, quer também porque nos permite fazer o confronto pastoral com o Bispo de uma Diocese que partilha connosco muitas dificuldades e também perspectivas”.

D. Manuel Felício adianta que “escolhemos como assunto da nossa formação permanente, para o ano pastoral 2011-2012, estar em sintonia com a Igreja na preparação do próximo Sínodo, que reúne em Ou­tubro próximo, sobre “A Nova Evangelização e a Trans­missão da Fé”. Por isso, temos vindo a usar os “Lineamenta” como base dos nossos encontros regulares de formação, por zona pastoral”.

O programa das Jornadas começa no dia 25, às 10.00 horas com Hora Intermédia. Segue-se: 10.30 horas – Que esperamos da próxima assembleia geral do Clero; 11.30 horas – Sacerdotes: como valorizar e aproveitar mais e melhor as duas instituições que temos criadas para apoiar a Fraternidade Sacramental em Presbitério – Fundação Nun´Álvares e Instituto “Comunhão e Partilha”; A Ordem dos diáconos: como aproveitar mais e melhor a estrutura já criada que é a Comissão promotora e coordenadora do Diaconado Permanente? Que novas interrogações coloca a experiência de diaconado até agora realizada?; 12.30 horas – almoço; 14.30 horas – Tema 1, sob orientação do Bispo de Ciudad Rodrigo D. Raúl; 16.00 horas - tema 2, sob orientação do Bispo de Ciudad Rodrigo D. Raúl.

No segundo dia, os trabalhos recomeçam às 10.00 horas, com a oração de Hora Intermédia. Segue-se: 10.30 horas – Tema 3, sob orientação do Bispo de Ciudad Rodrigo D. Raúl; 11.30 horas – Introdução de D. Raúl à reflexão em grupo sobre o tema “Que novas formas de ser Igreja impõe a Nova Evangelização?”. Tema sugerido pelos Lineamenta do Sínodo, cap. I, nº 9; 12.00 às 13.00 horas – trabalho de grupos; 13.00 horas - almoço; 14.30 horas – Plenário e diálogo com o orientador; 16.00 horas – Encerramento com celebração de vésperas.

Os temas 1, 2 e 3 são escolhidos pelo conferencista a partir da sua leitura dos Lineamenta e tendo em conta aqueles que ele julgar prioritários. O tema 4 e a forma de tratar é sugerido pelos participantes.

 

 

 

publicado por dioceseguardacsociais às 14:41

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