Festa da Liga - Homilia de D. Manuel Felício

30.08.11

            Catedral da Guarda, 29/8/2011

                        Festa anual da liga dos Servos de Jesus

 

1.            Celebramos hoje a festa anual da Liga dos Servos de Jesus quando entramos no ano comemorativo do cinquentenário da morte do Fundador, o Servo de Deus D. João de Oliveira Matos. Em dois mil e doze completa-se este cinquentenário a que queremos dar o relevo que ele nos merece. Sobretudo queremos que ele seja a oportunidade bem aproveitada para regressarmos às fontes e a partir delas, podermos relançar o carisma da nossa Liga, na fidelidade às orientações do Fundador e também às novas circunstâncias em que se enquadra hoje a vida da Igreja.

É no desejo de contribuir para iniciarmos bem esta preparação do cinquentenário da morte do Fundador que procurarei agora mesmo trazer à memória de todos algumas das instruções que estiveram na origem da Liga dos Servos de Jesus.

Como sempre acontece, a Festa da Liga, por tradição e orientação estatutária, coincide com o aniversário do falecimento do Sr. D. João e, ao mesmo tempo, remete-nos para a figura de S. João Baptista, na celebração litúrgica do seu martírio.

 

2.            É por aqui que desejamos começar. O martírio de S. João Baptista é resultado do seu amor à verdade, da sua fidelidade incondicional a Deus e à missão que este lhe confiou. Figuras de referência para nós como é João Baptista, mas também são os profetas, como Jeremias, de que nos fala a I leitura dizem-nos que há uma escolha que temos de saber fazer. Essa escolha é entre o que nos aconselharam os nossos gostos, os nossos interesses e até a nossa segurança pessoal, por um lado e o que Deus efectivamente nos pede, por outro. Não tenhamos ilusões: a verdadeira segurança e mesmo o autêntico conforto pessoal só os temos se escolhermos a vontade de Deus a nosso respeito, mesmo que isto nos custe. É isso o que nos quer dizer o profeta Jeremias, ao insistir – “não temas diante deles, senão serei eu que te farei temer a sua presença”. É do lado do Senhor e do cumprimento da sua vontade que também nós nos queremos colocar sempre, mesmo sabendo que, por vezes, teremos de pagar factura elevada, como aconteceu com João Baptista. E cada um e cada uma de nós é chamado a fazer esta escolha num mundo em que se vive permanentemente em jogos de interesses. Jogos de interesses onde muitas vezes as pessoas não hesitam em sacrificar a verdade e até as suas convicções mais profundas e autênticas para manterem situações de bem estar pessoal e aquilo que julgaram ser as suas seguranças, ainda que assentes em pés de barro, portanto sem consistência. Todos passamos pela tentação de sacrificarmos a verdade e a fidelidade à nossa vocação, trocando-as por cantos de sereias que de facto nos convidam à vida fácil e ao comodismo de quem se instala e recusa escutar a voz do Senhor que constantemente nos diz – “não tenhas medo, faz-te ao largo”.

S. João Baptista é para nós hoje exemplo de quem venceu a tentação, escolheu a fidelidade ao Senhor até às últimas consequências, mesmo sabendo que pagaria uma factura elevada. Essa factura foi o martírio.

 

3.            Hoje, todos nós e a Liga dos Servos de Jesus continuamos confrontados com a urgência de escolher entre por um lado a voz da Sereia que nos indica o caminho do comodismo e da instalação ou outro a voz do Senhor que continua a dizer-nos – “não tenhas medo, faz-te ao largo”.Esta escolha é inevitável e desejamos que não só este dia de festa mas também todo o ano em que vamos viver a preparação do cinquentenário da morte do Servo de Deus D. João de Oliveira Mato nos dêem coragem para fazermos bem esta escolha. Ora, essa escolha, para ser bem feita, tem de ter em conta algumas pautas de decisão e de comportamentos que o mesmo Sr. D. João sublinhou desde a origem.

Assim uma delas é cultivarmos o mesmo espírito de observação e de discernimento que o levou, no decorrer das Visitas pastorais que fazia, ao reconhecimento de “muitos homens e mulheres com invulgar grandeza moral a ponto de poderem ser considerados verdadeiros jardins de virtude.” Não podemos considerar-nos a nós próprios o centro do mundo, nem julgarmo-nos de tal maneira insubstituíveis que depois de nós só pode vir o vazio.

A nossa atitude tem de ser outra, ajuda mesmo que cultivava o Fundador da Liga quando pensou em reunir “o maior número possível de almas apaixonadas de Jesus que pudessem substituir a reparação que em Portugal se fazia quando havia as Ordens Religiosas.” Não podemos esquecer que a Fundação da Liga aconteceu nos tempos subsequentes à implantação da República, que completou o vazio de Ordens Religiosas em Portugal.

O que está em causa na mente do Fundador é contribuir para a revitalização das comunidades cristãs, para a purificação e aprofundamento da Fé com consequências na santificação do mundo e de todas as pessoas no meio do mundo.

Hoje, em linguagem conciliar e a este propósito desejo lembrar que no próximo ano juntamente com o cinquentenário da morte do Sr. D. João desejamos celebrar condignamente os 50 anos do início do Concílio Vaticano II – falamos na animação cristã das realidades temporais.

D. João de Oliveira Matos usou a linguagem da tradição da época, quando, dirigindo-se ao grupo dos Fundadores da Liga, lhe disse: “Minhas Senhoras é preciso que Jesus volte a reinar em Portugal, na Diocese, na nossa terra, na nossa família e primeiro que tudo no nosso coração”.

Por isso convém não esquecermos como é que ele define a finalidade da Liga dos Servos de Jesus. Essa finalidade é “santificação pessoal, depois contribuir para a santificação dos que andam longe de Deus, depois ainda desagravar a Nosso Senhor de tantos crimes que se têm praticado e continuam a praticar em Portugal, reparando e fazendo apostolado em todos os campos de acção. Estes são os mesmos objectivos da Igreja, ao serviço da qual o Sr. D. João quis que todos os servos da Igreja se colocassem incondicionalmente. Por isso, insiste em recomendar às Senhoras que participaram no retiro da Fundação: “Todas as obras feitas com este fim terão por guia o Pároco de cada localidade e por chefe o nosso Ex.mo Prelado, a quem se deve dar conta de todas as iniciativas”. E é bom não esquecer o  que ele pediu às Fundadoras e hoje continua a ser pedido a todos os membros da Liga. Dizia: “Eu não me importo de ter muitas associadas; o que desejo é tê-las que queiram ser santas e trabalhem para santificar os outros”. E para clarificar as razões e as motivações que devem estar sempre presentes nas escolhas e no comportamento dos membros da Liga, insiste primeiro na liberdade com que se adere a esta associação, mas logo a seguir na responsabilidade que se exige aos que aderem. E para sublinhar esta responsabilidade, o Sr. D. João clarifica, logo no início, “se  vir que mesmo alguma ou algumas das inscritas não desempenham o fim que a Obra se propõe, eu passo um traço sobre o seu nome sem me importar que digam que o Bispo é incivil ou intratável”.

É  esta sem dúvida, uma das posições mais firmes e rigorosas que o Senhor D. João assumiu no processo de Fundação da Liga que nós não queremos deitar no rol dos esquecidos, mas assumir como interpelação à forma como estamos a viver o nosso carisma na Igreja e no mundo de hoje.

Certamente que nenhum nem nenhuma de nós quer ver o seu nome riscado, como dizia o Sr. D. João, no livro da Liga dos Servos de Jesus.

Para que isso não aconteça vamos trabalhar, sobretudo ao longo deste ano duplamente jubilar, para que a nossa Liga seja, hoje e segundo a vontade do Fundador, “para unir todas as almas que na Diocese desejem aperfeiçoar-se espiritualmente e trabalhar na santificação do próximo”.

Que o Servo de Deus, Sr. D. João de Oliveira Matos, lá do Céu onde certamente se encontra, a todos nos acompanhe no esforço que queremos fazer para, sobretudo ao longo deste próximo ano, ajudarmos a Liga a reencontrar-se com o seu verdadeiro e autêntico carisma.

Por isso e tendo em conta o que acaba de ser lembrado sobre as notas características das intenções do Fundador, desejo deixar duas pistas de reflexão para nos acompanharem ao longo de todo este ano jubilar:

 

1ª) Que queremos das nossas comunidades da Liga dos servos de Jesus e que testemunho do nosso carisma elas estão realmente a dar?

 

2ª) A iniciativa recentemente tomada de criar uma comunidade em terras de missão ad gentes como está a ser assumida por todos os membros da Liga e que caminhos de renovação queremos que ele inspire às outras comunidades e também aos servos externos?

 

E agora peço a todos os presentes uma especial oração ao Senhor para que a santidade do Sr. D. João seja, em breve, formalmente reconhecida pela Igreja através da sua beatificação e canonização, cujo processo está em curso e em fase adiantada.

 

+Manuel da Rocha Felício; Bispo da Guarda

publicado por dioceseguardacsociais às 14:45

Homenagem ao Padre Canário, em Figueira de Castelo Rodrigo

29.08.11

 

Um grupo de cidadãos provenientes da sociedade civil (Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário do Nascimento do P. José Canário Martins) vem, por este meio, divulgar o programa oficial das referidas comemorações a decorrerem esta terça-feira, dia 30 de agosto.

 

PROGRAMA

11:30 - Romagem ao cemitério de Figueira de Castelo Rodrigo com visita à sua campa (concentração no Largo da Igreja Matriz de F.C.R)

12:30 - Almoço de confraternização no restaurante Transmontano

18:30 - Descerramento de placa evocativa no Cristo Rei da Serra da Marofa.

20:30 - Missa por alma de José Canário Martins na Igreja Matriz de F.C.R.

 

Texto constituinte da Comissão:

 

“No próximo mês de agosto, assinala-se o centenário do nascimento do P. José Maria Canário Martins, homem, cidadão e Reitor de Figueira de Castelo Rodrigo. O ‘Padre Canário’, nome pelo qual era (re)conhecido, nasceu a 30 de agosto de 1911 em Teixoso-Covilhã e foi ordenado sacerdote a 1 de janeiro de 1934, tendo falecido a 23 de agosto de 2005.

Ao longo de mais de seis décadas (1936-2002) teve ao seu cuidado pastoral as paróquias de Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Rodrigo, tornando-se numa figura de referência coletiva neste concelho onde também foi professor nos antigos “Colégio” e Externato Liceal de Figueira de Castelo Rodrigo, mas igualmente em toda a região, já que era um homem das letras, interessado, jornalista, pensador e historiador dos tempos.

P. José Canário Martins teve uma vida cheia e culturalmente ativa, culta e erudita, já que mantinha colaborações assíduas em diversos órgãos de comunicação, tendo inclusive sido fundador da folha de Figueira do mensageiro Amigo da Verdade, igualmente responsável pela página de Figueira no jornal A Guarda, colaborado em diversas publicações culturais como a revista Altitude ou o boletim do Inatel, editado brochuras, colecionado literatura e artigos de imprensa, pensado e ajudado a pensar à frente dos homens do seu tempo, nomeadamente lançando o famoso cartaz turístico das amendoeiras em flor, no decorrer do ano de 1941, bem como idealizado a mais alta e mais antiga estátua do Cristo Rei em território nacional, inaugurada em julho de 1956 no topo da Serra da Marofa ou ‘Morofa’.

Imbuídos no reconhecimento da figura, do homem, e do dever de registo e memória, são os abaixo signatários deste texto, um grupo de cidadãos, portadores da vontade de referência e comemoração no próximo dia 30 de agosto de 2011 do centenário do seu nascimento e para o qual se estabelecem como comissão organizadora das referidas comemorações.

 

Os signatários,

Aurélio Galhardo Coelho; Daniel Cortesão Casimiro Saraiva Gil; Fernando Magalhães Crespo; Henrique M. Ferreira da Silva; Manuel Braga da Cruz; Maria Irene Simões da Fonseca Salvado“

 

 

 

 

publicado por dioceseguardacsociais às 12:39

Festa da Liga dos Servos de Jesus

29.08.11

A liga dos Servos de Jesus está a celebrar a Festa Anual.

D. Manuel Felício presidiu à Missa, na Sé da Guarda, onde pediu a oração dos fiéis para se alcansar a graça da Beatificação e Canonização do Servo de Deus, D. João de Oliveira Matos, cujo processo está bastante adiantado.

publicado por dioceseguardacsociais às 12:18

Homilia de D. Manuel Felicio na Peregrinação a Fátima 2011

26.08.11

 

Peregrinação a Fátima: 25/08/2011

 Estamos em peregrinação ao Santuário de Fátima, como milhões de pessoas o fazem ao longo do todo o ano. E nós viemos a Fátima para, através de Maria Santíssima, chegarmos mais perto de Jesus. De facto, Nossa Senhora, hoje, aqui no seu Santuário, continua a repetir-nos: ide a Jesus e fazei tudo o que Ele vos disser.

Vamos, por isso a Jesus para ouvir tudo o que Ele nos quer dizer.

 

Jesus hoje diz-nos no Evangelho, entre muitas coisas, que não temos neste mundo morada permanente. Por isso, Ele vai para o Pai e, como diz o Evangelho, por momentos, deixaremos de o ver. De novo voltaremos a vê-lo, na verdade e na profundidade da Sua relação com o Pai. Nessa relação de Cristo com o Pai, a nossa relação com Ele e, n’Ele, entre todos nós ficará também profundamente transfigurada. E continua Jesus a dizer-nos que, neste entretanto, ou seja nestes tempos actuais, em que a história decorre com seus altos e baixos, tempos que são sempre penúltimos, pois os últimos virão no fim da história, Ele não nos deixa órfãos. Não nos deixa órfãos, porque nos envia o Espírito Santo, o Consolador, como lhe chama o Evangelho de hoje.

Ele é o Espírito da Verdade, que o mundo não compreende, porque, ontem como hoje, o mundo não sabe ou não quer distinguir a verdade da mentira.

É esse mesmo Espírito que repousa sobre cada um de nós e nos ilumina e nos fortalece constantemente para darmos cumprimento à missão que Jesus nos confia.

Missão que o profeta Isaías, com séculos de antecedência, interpreta assim: a) levar a Boa Nova aos que sofrem; b) consolar os corações despedaçados; c) levar a liberdade aos prisioneiros; d) proclamar o ano da graça do Senhor. Por outras palavras, transformar este mundo velho e gasto em que nos encontramos no mundo novo que desejamos e Deus nos quer oferecer.

 

Estamos em peregrinação ao Santuário de Fátima para, junto de Nossa Senhora e com a ajuda que ela nos pode dar, lembrarmos a missão que o Senhor Jesus nos entregou desde o dia do nosso Baptismo. E essa missão é a mesma que entregou aos apóstolos, antes da Sua ascensão ao Céu, quando lhes disse – “ Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova. Fazei discípulos de todos os povos”. É esse mesmo mandato que Jesus continua a entregar a cada um de nós. E nós, como Maria, queremos saber escutá-lo, de novo e como se fosse a primeira vez; e nesta escuta de Jesus, como aconteceu com Nossa Senhora, nós queremos, em primeiro lugar, conhecê-lo mais e melhor, sobretudo através do encontro com a Sua Palavra, que, mais do que um ensino, é presença real do mesmo Jesus no meio de nós; queremos, com Maria, crescer no amor a Jesus Cristo, ao seu Evangelho e consequentemente àquele modo genuinamente cristão de compreender o mundo, as pessoas e as suas relações. E, como Maria, não podemos querer guardar só para nós este tesouro, porque, por vontade do mesmo Deus e necessidade de todas as pessoas, ele tem um destino universal. Por isso, o ser missionário faz parte da nossa identidade de fiéis cristãos a quem Deus confia a responsabilidade de intervir na condução do mundo, por caminhos de autêntica humanidade e na fidelidade aos desígnios do mesmo Deus criador e Pai de todos.

 

Isto é o que pretende a nova evangelização para a qual continuamos a ser constantemente convocados.

E somos convocados para intervir activamente em programas de nova evangelização pelo esforço que todos estamos a fazer, sob orientação da Conferência Episcopal Portuguesa, a qual nos convida para repensar a pastoral da Igreja em Portugal. E repensar a pastoral da Igreja significa assumirmos todos a coragem de rever o que estamos a fazer nas formas de viver e anunciar a Fé, seja nas nossas Paróquias, seja nas nossas famílias, seja nos distintos organismos pelos quais a Igreja quer levar a novidade do Evangelho ao coração da história, à vida real das pessoas feita de esperanças e incertezas, de alegrias e também de sofrimentos, de muitos êxitos, mas também alguns fracassos. Este repensar a pastoral da Igreja exige que nós sacerdotes sejamos capazes de estabelecer novas prioridades na distribuição do nosso tempo e das nossas energias; mas exige também, aos fiéis leigos que ajudem a criar todas as condições para que o conjunto do Povo de Deus e cada uma das nossas comunidades cristãs se convertam a essas novas prioridades. O peso das tradições, que muitas vezes temos dificuldade em romper, dificulta, em boa medida, este repensar a pastoral da Igreja em muitos dos nossos ambientes. Peçamos a Nossa Senhora, neste seu Santuário, que é um bom exemplo de como se pode evangelizar a religiosidade popular e colocá-la ao ser viço da Fé; peçamos-lhe que nos ajude a purificar e a aprofundar sempre mais a nossa Fé, que nos chega também envolvida em muitas tradições e a encontrar os melhores caminhos para anunciarmos de novo Jesus Cristo Ressuscitado ao nosso mundo, cumprindo assim o apelo que insistentemente nos é feito para a Nova Evangelização.

 

Este apelo para a nova Evangelização chega-nos também do Sínodo dos Bispos que se realizará em Roma no Outono do próximo ano 2012. É-nos pedida, a nós cristãos e comunidades cristãs, que tenhamos, desde já, uma intervenção activa na sua preparação, quer dirigindo ao Senhor preces constantes pelos bons resultados desta iniciativa, quer respondendo às questões que são colocadas a todo o Povo de Deus no documento preparatório já tornado público sobre as grandes linhas ou lineamenta deste importante acontecimento para a Igreja Universal.

Para a nova Evangelização nos interpela também a Igreja presente nas nossas variadas comunidades cristãs, com sinais evidentes de que precisam de se renovar; e igualmente iniciativas de nova evangelização está a pedir-nos a sociedade em que nos encontramos, onde faltam cada vez mais as razões de esperança e de vida com sentido, que só o Evangelho do Senhor lhe pode oferecer.

 

Irmãos e irmãs estamos em peregrinação no início de um novo ano pastoral. E desejamos colocar este novo ano sob o alto patrocínio da nossa Mãe do Céu. Isto para que ela estimule a nossa criatividade e possamos encontrar os novos caminhos da relação viva com Cristo Ressuscitado e também as melhores formas de anunciar, de novo, Jesus Cristo nos nossos ambientes, com muitas e profundas marcas de referências cristãs, mas onde as pessoas, cedendo muitas vezes às pressões da moda, vivem como se Deus e Jesus Cristo não existissem.

Que Nossa Senhora de Fátima e o exemplo dos 3 Pastorinhos, neste tempo de preparação do Centenário das Aparições, nos acompanhem e nos ajudem a percorrer os caminhos da missão para a nova evangelização.

                   

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

publicado por dioceseguardacsociais às 16:56

Nomeações para o Ano Pastoral 2011-12

24.08.11

 

Com data de 22 de Agosto, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a lista de nomeações para o Ano Pastoral 2011-2012.

 

“1. Rev.do Padre Manuel Freire Lobo Vaz Pato, Sacerdote Jesuita – Pároco in solidum com Rev.do Padre Hermínio João Neves Vitorino, sendo aquele moderador, da Paróquia de S. Pedro (Covilhã). Substitui nas mesmas funções o Rev.do Padre Francisco Salvador Cardoso Rodrigues, que agora vai para novas responsabilidades fora de Portugal.

 

2. Rev.do Padre José Manuel Dias Figueiredo – Pároco da Paróquia de Ninho do Açor. Agradecemos ao Rev.do Padre Rui Manuel Antunes Lourenço as funções até agora desempenhadas assim como à Diocese de Portalegre-Castelo Branco, onde está o seu Presbitério.

 

3. Rev.do Padre Rafael José Almeida Neves, sacerdote recém-ordenado – Pároco de Santa Marinha (Arc. de Seia) e Aldeias, Mangualde da Serra, Moimenta da Serra e Paços da Serra (Arc. de Gouveia). Substitui nestas mesmas funções o Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela.

 

4. Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela – Pároco de Pinhel e também de Ervedosa, Bogalhal, Azevo, Cidadelhe, Pereiro e Vale de Madeira. Conta com a cooperação pastoral do Rev.do Diácono Manuel Celestino Martins Neves. Substitui o Rev.do Padre António Luciano dos Santos Costa, nas funções de administrador Paroquial até agora desempenhadas.

 

5. Rev.do Padre António dos Santos Freire – Pároco de Alverca da Beira, Bouça Cova e Cerejo; Souropires, Ervas Tenras e Póvoa d´El Rei. Substitui o Rev.do Padre Celso Rocha Marques.

 

6. Rev.do Padre João André Gomes Marçalo, recém-ordenado sacerdote – Pároco de Soito Maior e Falachos, substituindo o Rev.do Padre Joaquim Mendes Castanheira; Cogula, Vale do Seixo, Vila Garcia, Moimentinha e Granja, substituindo o Rev.do Padre Joaquim António Marques Duarte.

 

7. Rev.do Padre Vítor Manuel de Paiva Ramos – Pároco in solidum com o Rev.do Padre José Manuel Martins de Almeida, sendo este moderador, das Paróquias de Ratoeira, Vale d´Azares e Vila Boa do Mondego; Pároco in solidum  com o Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena, sendo este o moderador, das Paróquias de Cadafaz, Prados e Rapa. Passa a trabalhar no cuidado pastoral das paróquias até agora confiadas ao Rev.do Padre António dos Santos Freire.

 

8. Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena – Pároco da Paróquia de Lageosa do Mondego, substituindo o Rev.do Padre António dos Santos Freire.

 

9. Rev.do Padre José Luís dos Santos Farinha, ligado por encardinação aos Monges de Cister (comunidade do Sobrado) – Cooperador Pastoral na Paróquia de S. Miguel da Guarda e demais Paróquias confiadas ao Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.  

 

10- Rev.do Padre Valter Tiago Salcedas Duarte – Director do Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, substituindo, nestas funções, o Rev.do Padre João António Gonçalves Barroso.

 

11. Rev.dos Padres Joaquim Cardoso Pinheiro e Carlos Manuel Dionísio de Sousa – respectivamente Director e Secretário da Direcção do Institutto Superior de Teologia, sediado em Viseu e que serve as Dioceses de Guarda, Viseu, Lamego e Bragança.

 

12. Rev.do Padre Paulo José Sequeira Figueiró – dispensado de responsabilidades pastorais na nossa Diocese para ser nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa Vice-Reitor do Colégio Português em Roma.

 

13. Rev.do Padre Celso Rocha Marques – dispensado de responsabilidades pastorais, nos próximos tempos, por razões de falta de saúde.

 

14. Rev.do Diácono Manuel Joaquim Lopes Castela – Cooperador pastoral nas capelanias do Hospital Sousa Martins e Estabelecimento Prisional da Guarda, cessando as funções para que estava nomeado na Paróquia se S. Miguel da Guarda e outras confiadas ao cuidado Pastoral do Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.

 

Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.

Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.

Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.

As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.

Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários”.

publicado por dioceseguardacsociais às 18:36

Paulo Figueiró na Reitoria do Pontifício Colégio Português em Roma

24.08.11

 

O Padre Paulo José Sequeira Figueiró, da Diocese da Guarda, foi nomeado, pela Conferência Episcopal Portuguesa, como Vice-Reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma. A tomada de posse para as novas funções, está marcada para o dia 1 de Setembro. Na mesma ocasião também tomará posse, como novo Reitor, o actual Vice-Reitor, padre José Fernando Caldas Esteves, da Diocese de Viana do Castelo, que substitui no cargo, o padre José Manuel Garcia Cordeiro, nomeado, em 18 de Julho, pelo Papa Bento XVI, como bispo de Bragança-Miranda.

O Padre Paulo Figueiró é natural de Avelãs de Ambom, concelho da Guarda, sendo o último de quatro irmãos (16/09/1977). Frequentou os Seminários Diocesanos de Fundão e Guarda e foi ordenado sacerdote a 30 de Junho de 2002, por D. António Dos Santos, na Sé da Guarda. Depois de terminar os estudos teológicos, passou pela paróquia de Trancoso, durante um ano, altura em que foi ordenado diácono e Padre.

Em Setembro de 2002 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão. Em Julho de 2007 foi nomeado Pároco de Alpedrinha, Póvoa de Atalaia, Orca e Zebras; Administrador Paroquial de Castelo Novo, Soalheira, Louriçal do Campo e Atalaia do Campo.

Em Julho de 2009, foi enviado para Roma, a frequentar, na Universidade Gregoriana, um curso de formadores de Seminários.

A nomeação para Vice-Reitor é por um mandato de três anos.

O Padre Paulo Figueiró encara a nomeação “como um serviço à Igreja”, apesar de mostrar “algum receio” em relação à nova missão.

Contactado pelo Jornal A Guarda, o Padre Paulo Figueiró referiu que “o Pontifício Colégio Português continua a desempenhar um papel muito importante no apoio aos padres portugueses que estão a estudar em Roma”. O Colégio Português também recebe padres de outros países, devido ao número reduzido de sacerdotes a estudar em Roma (uma dúzia). Actualmente, integram o Colégio cerca de quarenta sacerdotes provenientes de 12/13 países.

publicado por dioceseguardacsociais às 10:22

Festa da Liga dos Servos de Jesus

24.08.11

 

A 28 e 29 de Agosto, vai decorrer, na Guarda, a Festa Anual da Liga dos Servos de Jesus. O programa começa no dia 28, com o retiro dos Servos Externos, das 10.00 às 19.00 horas, no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos. A vigília de Oração tem início às 22.00 horas, na Sé da Guarda. Às 23.45 horas, começa a Procissão Eucarística da Sé para a Casa de Santa Luzia.

A partir das 24.00 horas terá lugar a adoração pelas comunidades de Outeiro de São Miguel (24.00 à 1.30 horas), Cerdeira do Côa (1.30 às 3.00 horas), Rochoso e comunidades da Beira Alta (3.00 às 4.30 horas), Ruvina e Comunidades da Beira Baixa (4.00 às 6.00 horas) e Guarda e Servos Externos (6.00 às 8.00 horas).

No dia 29, D. Manuel Felício preside à Missa na Sé Catedral (11.00 horas). Segue-se o almoço de confraternização, no Centro Apostólico (13.00 horas) e a apresentação do Relatório de Actividades da Liga (15.30 horas).

publicado por dioceseguardacsociais às 10:22

Peregrinação a Fátima abre novo ano pastoral

24.08.11

 

Começa hoje, 24 de Agosto, a peregrinação anual da Diocese da Guarda, a Fátima.

Na mensagem para este acontecimento, o Bispo da Guarda referiu: “Vamos nesta peregrinação pedir a Nossa Senhora de Fátima que nos ajude a viver intensamente a nossa responsabilidade de discípulos missionários, a qual nos faz voltar para fora e convocar outros para o verdadeiro encontro com o Mestre”.

No documento adianta que a peregrinação já não é para a maioria das pessoas uma viagem “a pão e água, nem também peregrinação a pé, embora esta devoção continue a ser cumprida por muitos, mas queremos que seja realmente e acima de tudo uma peregrinação”.

“Peregrinação que nos põe a caminho ao encontro de Maria e, por ela, do Senhor Jesus, seu Bendito e Amado Filho e nosso Salvador. Peregrinação que sobretudo faça de nós mais discípulos de Cristo, diante do grande modelo de todos os discípulos que é Nossa Senhora”, explica D. Manuel Felício.

A iniciativa pretende motivar a diocese “para viver, ao longo do novo ano pastoral, com entusiasmo, a descoberta da Palavra de Deus, na companhia do Evangelho de S. Marcos” e também para “levar a outros a inquietação do encontro com Deus e o gosto de conhecer cada vez mais e melhor a pessoa de Cristo, através da sua Palavra”.

O Prelado Diocesano termina dizendo: “Diante de Maria, nesta nossa peregrinação, fazemos o propósito de viver todo o novo ano pastoral empenhados no encontro com a Palavra de Deus e no esforço por dar cumprimento aos imperativos da nova evangelização”.

O programa da Peregrinação começa, com a celebração penitencial na igreja da Santíssima Trindade, com confissão individual, celebração do Terço na Capelinha das Aparições, Procissão de velas e vigília de oração na Basílica.

Amanhã, às 10.00 horas, terá início a procissão da Capelinha para a igreja da Santíssima Trindade, onde será celebrada a missa de encerramento da peregrinação.

publicado por dioceseguardacsociais às 10:20

mais sobre mim

pesquisar

 

Agosto 2011

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
25
27
28
31

comentários recentes

mais comentados

subscrever feeds

blogs SAPO


Universidade de Aveiro