Diocese da Guarda participa na Beatificação do Papa João Paulo II

28.04.11

 A Diocese da Guarda vai em peregrinação a Roma para participar na Beatificação do Papa Bento XVI. A peregrinação, que terá lugar de 29 de Abril a 3 de Maio, é acompanhada espiritualmente pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Felício.

O grupo, composto por 39 pessoas, reúne pessoas de todas as idades e de todas as partes da Diocese.

O Padre António Luciano, Vigário Episcopal do Clero e responsável pela organização da peregrinação, considera muito importante a presença da Diocese da Guarda, na cerimónia de Beatificação de João Paulo II. “Não foi fácil juntar este grupo de pessoas. Tivemos algumas dificuldades mas, graças a Deus, foram ultrapassadas e estaremos, em Roma, 39 pessoas inseridas no Grupo da Diocese da Guarda”, disse o padre António Luciano.

Nesta peregrinação, o grupo da Guarda também passará por Cassia (Santuário de Santa Rita) e Assis (Basílica de São Francisco).

publicado por dioceseguardacsociais às 11:22

Formação do Clero

28.04.11

Está programada formação do clero da Guarda nos dias 4 e 5, 11 e 12 de Maio, respectivamente, para as zonas pastorais Sul (no Seminário do Fundão, dia 4), Centro (Seminário da Guarda, dia 5), Norte (Centro paroquial de Pinhel, dia 11) e Oeste (Gouveia, Casa Rainha do Mundo, dia 12).

Serão abordados os seguintes pontos: Formações calendarizadas, por arciprestado, sobre administração paroquial; Tratamento do último tema do livro do Padre José Manuel Martins de Almeida, sobre “Testemunhas de Cristo Ressucitado”; Informação sobre o Dia Diocesano do Clero, calendarizado para 18 de Maio.

A tarde será preenchida com reuniões por arciprestado.

publicado por dioceseguardacsociais às 10:50

Quinta-Feira Santa – Missa Crismal na Sé (21 de Abril de 2011)

21.04.11

Homilia de D. Manuel Felício

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou para anunciar a Boa Nova aos infelizes, a curar os cora­ções atribulados ... a proclamar o ano da graça do Senhor ... a con­solar todos os aflitos”. É esta a Boa nova que o profeta acaba de nos anunciar e nela conclui: “Por isso, sereis chamados sacerdotes do Senhor” ou também “ministros do nosso Deus”.

 

Todos os anos, na Missa Crismal de Quinta-Feira Santa, que é o grande momento do nosso encontro como Presbitério, escutamos esta passagem do Profeta Isaías. Nela está o anúncio antecipado da missão salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso mesmo nos diz o Evangelho de S. Lucas, quando coloca Jesus a ler esta passagem bíblica, numa das regulares assembleias semanais realizadas na Sinagoga e termina com palavras do mesmo Jesus, a dizer: “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.

Podemos dar mais um passo e relembrar quer, na missão de Cristo hoje descrita pelo Evangelho de Lucas com palavras de Isaías, está definida a nossa missão de sacerdotes do Senhor e ministros do nosso Deus, para retomar as expressões do profeta.

 

Por isso, quando hoje renovarmos, dentro de momentos, as nossas promessas sacerdotais, é esta a grande referência que queremos conservar na nossa memória. Todo o nosso ser de sacerdotes e a missão que nos está confiada têm uma única fonte. Essa fonte é a unção do Espírito Santo, que pousa sobre cada um de nós permanen­te­mente. E pousa sobre cada um de nós para nos enviar, sendo a ra­zão e o conteúdo deste envio os mesmos que teve o envio de Jesus Cristo pelo Pai. Como Jesus e na profunda união com Ele, somos, de facto, enviados para anunciar a Boa Nova, curar os corações atri­bulados, para consolar todos os aflitos. Sermos rosto visível do coração bondoso e misericordioso de Deus é, assim, o essencial da nossa missão. E se tudo o que fizermos não conduzir para aqui, não cumprimos a nossa missão, por mais que esgotemos as nossas forças físicas e anímicas.

 

A grandeza da missão que nos está confiada desde a nossa Ordena­ção Sacerdotal enraíza, assim, na unção do Espírito Santo e na pro­funda identificação com Cristo, Sacerdote e Pastor do Seu Povo. Dar-lhe cumprimento na nossa existência quotidiana, pessoal e comunitária, encontra dificuldades, como todos nós experimenta­mos diariamente. Dificuldades que nos são impostas do exterior, umas; e outras que derivam também das limitações e fragilidades próprias de cada um de nós. Há, de facto, dificuldades que nos são impostas pelas circunstâncias da vida actual. E sentimos que se repete para nós o aviso do próprio Cristo aos seus discípulos, quando os enviou a pregar e lhes disse: “Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos”. Estamos, de facto, num mundo, que olha para a Igreja com desconfiança e para os padres com mais desconfiança ainda. É um mundo fortemente crítico da Igreja e do nosso ministério no qual vigora a indiferença em relação a Deus, insensibilidade relativamente às realidades espirituais e mesmo a oposição declarada aos valores do Evangelho. Para vivermos num mundo assim, nós padres temos de aprender a conviver com a indiferença e a incompreensão, com a oposição e a rejeição, com o desprezo e a ingratidão, com o insucesso e o fracasso, unicamente escudados na certeza da Fé e no exemplo do nosso mestre Jesus Cristo, onde se cruzaram também todas estas realidades e contra­dições.

 

Mas as dificuldades vêm também de nós mesmos, que somos limi­ta­dos e em muitos pontos tocados pela fragilidade que é comum a todos os seres humanos. Por isso, temos também de aceitar e com­pletar, com a cooperação dos outros, as nossas limitações e apren­der a superar as nossas fraquezas tanto as de ordem física como as de ordem espiritual. Precisamos de uma saúde forte e completa, que envolva todas as dimensões do nosso ser humano; e temos de a cultivar com recurso aos meios, sendo o mais importante de todos eles a nossa espiritualidade sacerdotal. A nossa espiritualidade sacerdotal tem sempre a sua fonte e o seu ambiente no Presbitério e a única razão disso mesmo é porque o Senhor assim o quer. Daí que seja fundamental a relação de proximidade e verdadeira co­ope­ração entre todos nós sacerdotes, sabendo que para isso é necessário que cada um de nós cresça todos os dias na capacidade de ajudar os outros e também de se deixar ajudar por eles.

 

Só com uma espiritualidade sacerdotal assim, devidamente enrai­zada e fortalecida na relação com o Senhor Ressuscitado e único Bom Pastor, os nossos compromissos de celibato podem ganhar toda a transparência e valor acrescentado para serviço do Reino de Deus. Só essa mesma espiritualidade sacerdotal poderá dar sentido à obediência que prometemos na nossa Ordenação que tem de ser sempre compreendida como participação na obediência de Cristo à vontade do Pai que nos envia para anunciar o Evangelho da Salva­ção ao mundo de hoje. E também só desta relação forte com o Se­nhor Ressuscitado pode derivar aquela sabedoria que nos ensina a usar os bens materiais necessários sem em nada ficarmos depen­dentes deles, dando assim cumpri­men­to ao verdadeiro espírito de pobreza, que tem de marcar o nosso estilo de vida sacerdotal.

 

Ao contemplarmos, na Pessoa de Cristo Ressuscitado e único Bom Pastor, a grandeza do nosso Ministério e também os caminhos para superarmos as dificuldades que lhe são inerentes, queremos dar graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que completam, ao longo deste ano, os seus jubileus sacerdotais de 70, 60 e 50 anos de serviço à Igreja, no exercício do Ministério.

Assim, o Rev.do padre António Ventura da Silva Gabriel completou, no passado dia 8 de Março, 70 anos de vida sacerdotal. Foi ordenado nesta nossa Sé Catedral, no ano de 1941, pelo Sr. D. João de Oliveira Matos, depois de ter frequentado os seminários dio­cesanos do Fundão e da Guarda. Iniciou a vida pastoral no arci­prestado de Trancoso, onde paroquiou várias paróquias durante 5 anos. No ano de 1946, passou a trabalhar nos arciprestados de Gou­veia e Celorico da Beira, sendo dispensado dos serviços paro­quiais directos no ano de 1994, por razões de falta de saúde. O seu zelo apostólico e sacerdotal continuou e continua, pelo que damos abundantes graças a Deus.

Completam, ao longo deste ano, 60 anos de vida sacerdotal os Reverendos Padres Alberto Lourenço Coelho, António da Cruz Marcos Vaz, Manuel Joaquim Geada Pinto, José Atanásio Mendes e Jaime Rodrigues Carvalheira.

Os três primeiros foram ordenados nesta nossa Sé Catedral pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves, em 29 de Julho de 1951; os dois últimos foram ordenados também pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves e respectivamente na Capela do nosso Seminário Maior, em 24 de Março e na Igreja Matriz do Fundão, em 4 de Novembro. Todos frequentaram os seminários diocesanos do Fundão e da Guarda.

O Reverendo Padre Alberto desenvolveu sempre a sua actividade pastoral nos arciprestados de Pinhel e Trancoso, tendo exercido responsabilidades pastorais em muitas paróquias destes dois arci­prestados. Acumulou com as responsabilidades paroquiais também o serviço espiritual à comunidade das irmãs vitorianas em Tran­coso e funções de professor. Por razões de falta de saúde, ficou nos últimos tempos dispensado da pastoral paroquial directa, mas continua a mostrar todo o seu zelo apostólico com colaborações regulares no arciprestado de Trancoso, onde reside.

O Reverendo Padre António da Cruz Marcos Vaz iniciou a sua vida pastoral no arciprestado de Trancoso, onde esteve durante 7 anos. Desde 1958 é Pároco de Nave de Haver. Entretanto completou a for­mação recebida nos nossos seminários diocesanos com a fre­quência da Universidade de Coimbra durante 4 anos e por graça de Deus continua a desempenhar as suas funções de Pároco.

O Reverendo Padre Manuel Joaquim Geada Pinto iniciou a sua vida pastoral nas Paróquias da Sé e S. Vicente desta cidade da Guarda e três anos depois passou a trabalhar no Colégio do Outeiro de S. Miguel e também como Director do Jornal “Amigo da Verdade”. Desde 1991 que é Pároco da Paróquia de Arrifana, desde 1999 membro do cabido da Sé da Guarda e, por inerência, membro do nosso Colégio de Consultores, continuando no exercício das suas funções, por graça de Deus.

O Reverendo Padre José Atanásio Mendes iniciou a sua acção pastoral ao serviço do Seminário do Fundão, onde exerceu, em momentos sucessivos as funções de prefeito e professor e as de Director Espiritual. Aí se manteve ao longo de 16 anos com um interregno de dois anos para ser Pároco de duas Paróquias no Arciprestado de Celorico da Beira. Em 1967 foi nomeado Pároco de Vale de Prazeres, no arciprestado de Alpedrinha, tendo exercido funções pastorais em outras paróquias do mesmo arciprestado e também dado valiosa colaboração no ensino. Por graça de Deus continua no exercício das suas funções.

O Reverendo Padre Jaime Rodrigues Carvalheira começou por exercer o seu ministério, durante dois anos, no Arciprestado de Trancoso. De 1954 a 1973 trabalhou no arciprestado de Seia e a partir desta data passou a exercer funções de capelão dos emigrantes portugueses no Luxemburgo e na Alemanha. De regresso, desempenha agora funções de administrador paroquial de Ourondo, no arciprestado do Fundão, pelo que damos graças a Deus.

Completam este ano 50 anos de vida sacerdotal, os Reverendos Padres Carlos Augusto Pina Paula, Manuel de Oliveira Campos, Agostinho do Nascimento Rafael, António Filipe Morgado e José Martins Registo. Todos, depois de frequentarem os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda, foram ordenados pelo Sr. D. Policarpo da Costa Vaz, nesta nossa Sé Catedral, tendo sido ordenados os dois primeiros no dia 18 de Março e os três últimos em 30 de Julho.

O Reverendo Padre Carlos Augusto Pina Paula trabalhou sempre em Paróquias do Arciprestado de Celorico da Beira, frequentou a Universidade Católica em Lisboa para a licenciatura em Teologia Pastoral durante dois anos. Desde 1983 é Vigário Geral e Moderador da Cúria Diocesana, com funções de Ecónomo Diocesano e, por inerência, membro do Conselho Económico Diocesano. Em 1999, foi nomeado cónego capitular e, actualmente, por inerência, é membro do Colégio de Consultores da nossa Diocese.

O Reverendo Padre Manuel de Oliveira Campos iniciou as suas funções pastorais na Paróquia de S. Vicente da Beira, no arciprestado de Alpedrinha. Cinco anos depois passou para o arciprestado do Fundão, onde se dedicou principalmente às Paróquias de Fatela e Alcaide, mas também deu colaboração em outras.

O Reverendo Padre Agostinho do Nascimento Rafael iniciou a sua vida pastoral como prefeito e professor do Seminário Maior da Guarda, durante 5 anos. Em 1966 foi trabalhar para o arciprestado da Covilhã, tendo desenvolvido a sua actividade em várias paró­quias e acumulando com outros serviços, como sejam os de pro­fes­sor do Seminário do Verbo Divino, assistente do estabeleci­men­to prisional da Covilhã, membro da equipa diocesana de liturgia e música sacra. Nos anos de 1996 e 1997 frequentou a Universidade de Salamanca, para completar a sua formação.

O Reverendo Padre António Filipe Morgado trabalhou sempre em Paróquias do Arciprestado do Sabugal e prestou colaboração tam­bém nos arciprestados do Rochoso e da Guarda. Completou o servi­ço paroquial com o de professor de Religião e Moral.

O Reverendo Padre José Martins Registo desenvolveu o seu traba­lho pastoral, desde o início, em paróquias do Arciprestado de Man­teigas/Belmonte. Interrompeu durante algum tempo, quando foi chamado a dar a sua colaboração como prefeito e professor do Se­minário do Fundão. Cumulativamente com o trabalho das paró­qui­as desempenhou funções de Professor de Moral durante vários anos.

Não sabemos se estes e outros cargos desempenhados foram o que de mais importante fizeram na sua acção pastoral estes nossos irmãos sa­cer­dotes que cumprem datas significativas no exercício do seu Ministério. Só Deus sabe.

Pela nossa parte, queremos dar-Lhe graças por todo o bem que foi e continua a ser feito pela acção pastoral que eles desen­vol­veram e continuam a desenvolver. E, assim, julgamos interpretar os mais genuínos sentimentos de todo o Povo de Deus e em particular do nosso Presbitério. Que Deus os continue a cumular das Suas graças e bênçãos, na certeza de que o nosso sacerdócio, sendo partici­pa­ção do mesmo sacerdócio de Cristo, é para sempre.

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

 

publicado por dioceseguardacsociais às 17:16

Dia Diocesano da Família vai decorrer na ASTA

20.04.11

O Dia Diocesano da Família terá lugar, a 15 de Maio, na ASTA – Associação Sócio - Terapêutica de Almeida, na freguesia de Cabreira do Côa. A iniciativa é promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar e pretende “proporcionar às famílias cristãs da diocese um tempo festivo e de convívio com outras famílias”.

Na ocasião, os casais que celebram bodas de prata ou ouro serão agraciados com “uma bênção especial no jubileu dos vinte e cinco ou cinquenta anos do seu matrimónio”.

P Padre Joaquim Marques, do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, lembra que “o testemunho destes casais é muito importante, pois, eles são o sinal de que é possível amar fielmente; testemunham que é possível continuar acreditando e aceitando o outro sob a forma de profundo acolhimento e doação”.

O programa começa ás 14.30 horas com o acolhimento, seguindo-se a Eucaristia que será presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício.

Às 16.00 horas, a responsável da ASTA fará a apresentação da instituição a que se seguirá animação musical e visita às instalações. Esta actividade termina com tempo de convívio e lanche partilhado.

publicado por dioceseguardacsociais às 09:47

Dia Diocesano da Juventude juntou centenas de participantes

20.04.11

Jovens deram vida a Seia

 

Centenas de jovens participaram, no dia 16 de Abri, em Seia, no Dia Diocesano da Juventude.  

Na caminhada, pelo centro da cidade, os jovens manifestaram a sua fé, com cartazes, bandeiras representativas de todos os arciprestados da diocese e muita animação. Os jovens foram guiados pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Seia.

O programa contemplou um acolhimento festivo, com animação musical e coreografias. O Presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Camelo e o bispo da diocese, D. Manuel Felício, saudaram os jovens participantes.

Na ocasião teve também lugar o lançamento oficial, na diocese, do Youcat, o novo catecismo da Igreja Católica para os jovens. A editora Paulus esteve no local para fazer o lançamento deste instrumento de catequese e trabalho para os mais jovens.

Durante a tarde, teve lugar o festival Diocesano Jovem da Canção, em que participaram nove canções, interpretadas por grupos do Fundão, Guarda, Gouveia, Fernão Joanes, Santa Marinha, Colmeal da Torre, S. Romão e Folhadosa.

O espaço do Teatro-cine, da cidade de Seia, foi pequeno para as centenas de jovens e familiares dos grupos que participaram no festival.

A segunda parte do festival esteve a cargo da Banda Missio, que fez uma animação excepcional junto dos presentes.

No final os diversos prémios ficaram assim distribuídos: Prémio Atitude: Canção “A Luz”, do Colmeal Jovem; Prémio Melhor Claque: Canção “A Recompensa”, do grupo “+ Jovem” de S. Marinha/Eirô; Prémio Melhor Música: Canção “Testemunho”, do grupo “Mensageiros do Senhor, de Guarda; Prémio Melhor Letra: Canção “Vem e segue-me”, do grupo de jovens de GRDF, de Folhadosa; Prémio Melhor interpretação: Canção “A Recompensa”, do grupo “+ Jovem” de S. Marinha/Eirô; Prémio Público (resultante da votação do público): Canção “A Recompensa”, do grupo “+ Jovem” de S. Marinha/Eirô.

A Canção “Sal da Vida”, da Casa de Juventude D. Ana Nogueira de S. Romão, foi a grande vencedora do Festival. Em 2º lugar ficou a canção “A Recompensa”, do grupo “+ Jovem” de S. Marinha/Eirô, e em 3º lugar a canção “Vem e segue-me”, do grupo de jovens de GRDF, de Folhadosa.

 

 

 

publicado por dioceseguardacsociais às 09:47

Agenda episcopal de D. Manuel Felício

20.04.11

De 24 de Abril a 7 de Maio, D. Manuel Felício, participa nas seguintes actividades:

Dia 24 de Abril, Domingo de Páscoa: Celebração Pascal em Castelejo, Silvares e Barroca do Zêzere.

De 29 de Abril a 2 de Maio: Em Roma, para participar na Beatificação do Papa João Paulo II.

De 2 a 5 de Maio: Em Fátima, na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal.

Dia 6 de Maio: 10.30 horas – Conselho Episcopal; 21.00 horas – Conferência sobre a Lei de Separação e Sua aplicação na I República.

publicado por dioceseguardacsociais às 09:46

V Domingo da Quaresma - Homilia de D. Manuel Felício

11.04.11

 Dia 10/4/2011

 

Celebramos o IV Domingo da Quaresma, também  chamado o  I Domingo da Paixão. A Quaresma entra, assim, na sua etapa final, apelando a uma  preparação mais próxima e intensa para a celebração mistério Pascal.

O Evangelho de hoje relata-nos o episódio da ressurreição de Lázaro e remete-nos para a Pessoa de Jesus, que é Palavra viva e fonte de vida. Desejamos, de facto, também nós  aproveitar estas duas semanas de Quaresma que nos separam da Páscoa para aprofundar a nossa relação com Cristo, que, pela Sua Morte e Ressurreição, confirmou a importância da vida de cada um de nós e lhe abriu novos horizontes de esperança, com o anúncio da Vida Eterna.

 

O quadro da ressurreição de Lázaro apresenta-se-nos carregado de grandes e profundos   sentimentos humanos que também eram partilhados pela pessoa de Jesus. Jesus também cultivava relações de amizade e tinha naquela  família de Betânia uma referência  importante para a Sua vida e o Seu Ministério. Por isso, as irmãs de Lázaro sentiram-se na obrigação de comunicar a Jesus a doença do irmão. Jesus  dirige-se para casa deste Seu amigo, com consciência de que Ele já tinha morrido e no primeiro encontro com as irmãs comoveu-se e chorou, disse o autor do Evangelho. No diálogo que, entretanto, estabelece  com elas parte da fé na ressurreição final que elas também partilhavam e anuncia-lhes que o estado final de vida ressuscitada já se antecipa na Sua Pessoa, ao dizer – “Eu sou a ressurreição e a vida, quem acredita em mim não morrerá”. O milagre da Ressurreição de Lázaro, que Jesus  realiza na comunhão com o Pai, credencia a missão de Jesus e, ao mesmo tempo, diz do seu apreço pela vida, neste caso pela vida do Seu amigo Lázaro e pela relação de amizade que lhe dá  consistência.

 

Jesus é, de facto, a Palavra eterna de Deus Pai que, pela Sua encarnação, entrou no jogo das relações e da condição humana. Ele é Palavra viva e fonte de Vida para quantos se decidem pela relação com Ele, na Fé. Mas é também para todos , através da Mensagem evangélica que dirige a toda a humanidade, um indicador do respeito e do cuidado que merece todo o ser humano, pela vida que  lhe foi dada para ele viver na alegria e na esperança  e indicador igualmente  das condições sociais indispensáveis para que a vida de cada   ser humano se possa realizar em todas as suas potencialidades. O evangelho é, de facto, a grande lei da dignidade e da defesa da vida humana enquanto tal.

 

Ao falarmos  de vida humana, queremos referir-nos à vida de  cada pessoa vivida com dignidade em todas as suas dimensões. Cada cidadão,  para exercer o seu direito a viver com dignidade precisa  de condições materiais e, por isso é seu dever procurá-las e ser ajudado pelos  outros a encontrá-las. Mas as condições materiais não chegam. As boas relações inter-pessoais e sociais são ainda mais importantes; o mesmo se diga da cultura que  permita  à pessoa compreender a sua realidade e a do mundo para, em consequência,  tomar as decisões mais  correctas. Mas a vida humana autêntica inclui também  a abertura necessária aos valores espirituais, que fazem parte da condição humana como tal e ainda à relação com Deus, que chamamos dimensão religiosa da Pessoa humana. Se eliminamos ou esquecemos qualquer destas dimensões da pessoa humana, ficamos com a vida atrofiada e, portanto, sem horizontes, com risco de perder o seu sentido, pois, no fundo, cada ser humano leva em sim mesmo a vocação de exercer a sua responsabilidade  na construção  da história, mas com horizonte de eternidade. Sendo assim uma cultura transformada em modelo de educação que insiste  exclusivamente no individualismo  e na satisfação de gostos e necessidades materiais, silenciando, propositadamente ou não, as dimensões humanas mais importantes, como são a gratuidade das relações, as dimensões moral e espiritual da vida ou a sua relação com Deus são uma cultura e um modelo de educação que não servem.

 

Por sua vez a vida humana, para se cumprir na sua verdade total, precisa de um quadro de vida social que lhe  ofereça as necessárias condições para o Seu desenvolvimento. E é esse quadro de vida social que temos de repensar, pois aquele que temos  provou que não serve. E não serve não apenas porque não  está  a conseguir realizar  a sustentabilidade económica e financeira do  sistema.

Não  serve porque umas vezes silencia e mesmo desvaloriza as dimensões mais importantes da vida humana, como são as dimensões moral, espiritual e sobrenatural; outras vezes, porque nas suas disposições legais agride directamente  a vida das pessoas, como são os casos da lei do aborto que temos ou mesmo de leis que afectam negativamente muitos aspectos da instituição familiar. Não se compreende, por exemplo, que uma família com filhos seja prejudicada pelas leis fiscais em relação   outras situações que não são família e onde não  há filhos. 

Também o sistema educativo que temos em Portugal, um sistema de facto teleguiado  de cima para baixo e sem capacidade  para comprometer as famílias como primeiras instâncias da responsabilidade de definir o modelo de educação para os seus filhos, não serve. E os resultados negativos estão à vista. Só não os vê  quem é cego.

Estamos à espera  dos primeiros resultados dos censos, mas desde já é muito recomendável que a sociedade portuguesa, na hora de se reorganizar, venha a fazer  uma reflexão séria sobre o que eles nos vão dizer sobre a baixa natalidade que está a pôr em causa  a própria  sustentabilidade  do sistema  em que vivemos; e também quanto ao que nos vão dizer sobre a distribuição da população portuguesa por todo o território nacional. A sua desigual distribuição,  com o abandono de certas  zonas do país, já coloca sérios  problemas ao todo nacional, mas ainda vai agravá-los.  Isto porque é  sabido que as grandes concentrações  de pessoas em espaços mais reduzidos, sendo embora uma lei geral do movimento das populações, não criam só condições favoráveis à vida humana de qualidade. E como prova disso, vê-se o êxodo que se verifica  para fora dos grandes centros quando as circunstâncias de calendário e de tempo o permitem. Isto significa que a autêntica qualidade de vida de todas as pessoas, incluindo aquelas que se concentram nas áreas urbanas, beneficiaria com a redistribuição das populações. Esperamos que apareçam políticos corajosos – o que até agora não tem acontecido – com medidas capazes de inverter este movimento de sentido único para as grandes centros, que continua a esvaziar as  periferias.  E esta é a hora de, como sociedade que está  a repensar os seus modelos de organização, colocarmos este problema nos termos em que ele deve ser colocado, porque essa é a forma de podermos vir a conseguir as necessárias condições para a autêntica qualidade de vida, mesmo dos que se sentem beneficiados pelas ofertas que lhes são feitas nos grandes centros.

 

Temos de ter a coragem de sair dos nossos túmulos, como diz a leitura de Ezequiel e acordarmos  para dimensões da vida que têm andado esquecidas.  Deixemo-nos conduzir pelo Espírito e assim encontraremos as condições também sociais que são necessárias para que os cidadãos todos possam viver a vida,  com verdadeira qualidade. Para isso temos que fazer, também a nível da organização da sociedade, uma escolha de fundo: decidir e programar em função dos interesses imediatos (e ficamos sob o domínio da carne, como diz S. Paulo)  ou decidir e programar com largueza de horizontes, o que inclui todas as dimensões da vida dos cidadãos, inclundo das gerações futuras (este é o domínio do espírito).

Que a celebração da  Páscoa para a qual nos preparamos nos ajude a  optar pela largueza de horizontes a partir  da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Juncais, concelho de Fornos de Algodres, 10/04/2011

+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

 

publicado por dioceseguardacsociais às 15:29

Dia Diocesano da Juventude em Seia

08.04.11

 

 Este sábado, 16 de Abril, vai decorrer em Seia o Dia Diocesano da Juventude.

O programa começa pelas 10.00 horas, junto à Câmara Municipal da Cidade, com o acolhimento dos participantes. Os jovens partirão deste ponto da cidade até à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, onde, pelas 12.00 horas, será celebrada a Eucaristia presidida pelo bispo da diocese, D. Manuel Felício. Durante a caminhada, um jovem de cada arciprestado levará, em representação dessa região pastoral, uma bandeira na cor do arciprestado, que lhe será facultada pelo Departamento da Pastoral Juvenil da Guarda.

A tarde será preenchida com o Festival Diocesano da Canção Jovem de Mensagem 2011 que decorrerá no Teatro-cine de Seia, com início pelas 15.30 horas. A segunda parte do festival terá a participação de um grupo de música de inspiração católica, a Banda Missio, banda revelação da quarta edição do festival JOTA.

O encerramento do Dia Diocesano e envio dos jovens está programado para as 17.30 horas.

Durante o Dia Diocesano da Juventude a Paulus Editora fará a apresentação do do YOUCAT (Youth Catechism). Este catecismo faz parte da "terceira geração" do Catecismo da Igreja Católica, com uma linguagem e temas orientados especificamente para os jovens.

publicado por dioceseguardacsociais às 16:31

Semana Santa - Tríduo Pascal na cidade da Guarda

08.04.11

 

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 17 de Abril

11.15 horas - Bênção dos Ramos na Igreja da  Misericórdia e procissão comemorativa da entrada triunfal do Senhor em Jerusalém.

11.30 horas - Missa na Sé.

 

Quinta-Feira Santa – 21 de Abril

Dia da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento Novo.

10.30 horas - Missa Crismal: Concelebração do Clero com o Bispo Diocesano. Renovação dos compromissos sacerdotais. Consagração e bênção dos santos óleos.

19.00 horas - Missa da Ceia  do Senhor, com o rito do lava-pés. Ofertas para os pobres. Procissão com o Santíssimo Sacramento (no interior da Sé).             

 

Sexta-Feira Santa –   22 de Abril

 Celebração da Paixão do Senhor. Dia de jejum e abstinência.

9. 30 horas - Ofício de Leitura de Laudes.

17.30 horas - Acção litúrgica: liturgia da Palavra; adoração da Santa Cruz e Sagrada Comunhão. Ofertas para os Lugares Santos.

21.30 horas - Procissão evocativa da morte e sepultura do Senhor e pregação na  Igreja da Misericórdia.

 

Sábado Santo - 23 de Abril

A Igreja medita na Paixão e morte do Senhor.

9. 30 horas - Ofício de Leitura de Laudes.

22.00 horas - Vigília Pascal: Liturgia da luz, com bênção do lume novo e do círio pascal. Liturgia da Palavra. Liturgia baptismal, com bênção da água e renovação das promessas do baptismo.

Liturgia eucarística. A vigília pascal é a "mãe de todas as vigílias, a mais solene de todas as celebrações". Nela, os fiéis exultam com a ressurreição de Cristo.

 

Todos os católicos procurem viver a celebração do Mistério Pascal de Cristo, conduzidos pelo Espírito Santo, no amor de Deus Pai e do próximo.

 Nota: Por disposição da Igreja, a adoração da Cruz (Sexta-feira Santa e a renovação das promessas do Baptismo, Vigília Pascal, têm indulgência plenária).

publicado por dioceseguardacsociais às 16:27

Homilia de D. Manuel Felicio - IV Domingo da Quaresma

04.04.11

 IV Domingo da Quaresma

 Dia 3/4/2011

 

Celebramos o IV Domingo da Quaresma marcado pela nota da alegria porque se aproxima a solenidade das festas pascais. É por isso mesmo chamado o domingo da alegria, porque de alguma forma antecipa as alegrias da ressurreição de  Nosso Senhor Jesus Cristo que celebramos na  Vigília Pascal e no Domingo de Páscoa. É um domingo que faz parte do conjunto das 3 semanas que constituem o coração da Quaresma e portanto são o tempo favorável por excelência para revermos a nossa vida pessoal e comunitária à luz da mensagem evangélica. Está em causa recuperarmos a alegria e a esperança que marcam, por si mesmas, a nossa condição de baptizados. Preparamo-nos, assim, também para  renovar as promessas do nosso Baptismo na noite pascal. E nunca é demais lembrar que a única fonte de renovação, de revitalização que nós temos é a Pessoa de Jesus Cristo.

Jesus é a Palavra Viva e a luz que ilumina os nossos caminhos. É de luz e capacidade de ver bem e em profundidade que nos fala hoje a Palavra de  Deus proclamada.

 

Assim o Evangelho apresenta-nos a Pessoa de Jesus a dar capacidade de ver a quem nunca a teve – aquele cego de nascença. Para ver bem  é preciso que haja luz mas  também  é necessário que a pessoa tenha capacidade de ver. No quadro bíblico de hoje Jesus interveio para conjugar estas duas condições – a luz do sol e a capacidade de ver. Porém, esta experiência imediata é  completada pelo ensinamento que Jesus vai acrescentando, em que aponta para uma outra cegueira e uma outra falta de luz que se concretizam em obras e atitudes contrárias ao bem das pessoas e à vontade do criador.

Este cego de nascença passou por algumas dificuldades para garantir o seu estatuto social de pessoa normal com capacidade  de ver como ou outros. Superou as dificuldades, mas foi quando descobriu a verdadeira identidade de Jesus, Filho do Homem   e Salvador, que ele se colocou decididamente   do lado dos que eram cegos e passaram a ver, a ver a realidade de vida e do mundo na sua verdade  e profundidade, com ajuda da nova luz que é Jesus Cristo. São os verdadeiros frutos da Luz enumerados por S.Paulo, na carta aos Efésios, que também queremos cultivar – a bondade, a justiça, a verdade. Mas também queremos recusar as obras  das trevas, porque queremos ser filhos da luz por força da nossa condição de discípulos de Cristo.

Esta condição dá-nos, de facto uma luz nova, essa luz que nos torna capazes de olhar o mundo e as pessoas como quem vê para além das aparências e fica capaz de ler a profundidade dos corações, discernindo neles o dedo de Deus e os seus apelos como o fez o profeta Samuel na escolha de David. Pelas aparências ele era, de facto, o menos recomendado para o desempenho da missão de Rei do Povo Eleito.

 

É essa luz nova, que, nesta Quaresma e, em particular no tempo imediatamente preparatório de Páscoa, nós  queremos acolher. É a nova capacidade de ver para além das aparências que também, na comunhão com a pessoa de Jesus Cristo, luz que a todos nos ilumina, queremos cultivar.

Sentimos que precisamos de pessoas cada vez mais consciente s e verdadeiramente esclarecidas para intervirem activamente na  definição dos caminhos que devem ser percorridos quer pela Igreja  quer pela sociedade. Sabemos que Deus é o único condutor ao mesmo tempo da Igreja e da sociedade. Mas também sabemos da sua decisão de fazer das pessoas seus parceiros no exercício desta condução.

3.1.Olhando para a vida da Igreja, sob o efeito da Luz verdadeira que é o mesmo Senhor Jesus Cristo, temos obrigação de participar com o máximo empenho na definição dos caminhos que ele deve percorrer hoje para cumprir a dupla fidelidade a Jesus Cristo e seu Evangelho, por um lado, às novas circunstâncias da hora actual, por outro. Sentimos que a fidelidade a Jesus Cristo nos pede mais determinação para constituirmos uma Igreja  pobre, humilde,  sempre à procura de formas de serviço  à sociedade cada vez mais purificadas.

Queremos  recusar sempre a tentação do  poder que não é serviço, a tentação de colocarmos as nossas esperanças em realidades efémeras e passageiras ou então querermos só resultados palpáveis e imediatos na nossa acção pastoral. Temos de lembrar constantemente a nós próprios, enquanto discípulos de Cristo, que só a relação viva e forte com Ele nos serve e todos os dias temos de reexaminar as nossas opções  e comportamentos à luz da sua  pessoa e das opções que Ele também fez. Sentimos ser Sua vontade que façamos progressos no modelo de Igreja que se entende a si mesma como uma  comunhão de pessoas baseada na comunhão que existe no seio da Santíssima Trindade. E sentimos que ao serviço desta comunhão precisamos de criar e alimentar uma  autêntica rede de serviços, a que chamamos comunhão de Ministério. Nesta rede ou comunhão de ministérios todos são importantes e nenhum é mais importante do que os outros, na condição de cada um ocupar o devido lugar no exercício das suas competências. Isto quer dizer que o Bispo não deva substituir padres; estes não devem substituir os diáconos ou outros ministérios, mas todos temos de saber encontrar sob a condução do Espírito Santo e de Jesus Cristo, o único Bom Pastor, os caminhos de cooperação, complementaridade e comunhão que a Igreja precisa de percorrer para ser Sacramento do Reino de Deus no serviço à  comunidade humana.

 

Cumpre-nos também como Igreja e como cristãos exercer a nossa responsabilidade esclarecida, participando na organização da sociedade. Precisamos de uma sociedade nova – porque aquela que temos está gasta e os seus modelos de organização provaram sobejamente que não servem os verdadeiros interesses das pessoas. Precisamos de uma sociedade nova que se saiba organizar principalmente de dentro para fora e de baixo para cima, mais do que de cima para baixo. Para isso é necessário saber promover o máximo exercício de responsabilidade  por parte de todos os cidadãos. Sempre as sociedades progrediram através das iniciativas e do trabalho dos  seus membros. Hoje o trabalho assume formas organizativas complexas e completadas por meios técnicos, mas não pode ser substituído ou eliminado. O trabalho humano não é só um meio de produção, nem como tal deve ser principalmente avaliado. Precisamos de condições para que as pessoas se entusiasmem nos seus processos de trabalho  e sintam cada vez mais  que, pelo trabalho, aumentam  a produção material, mas também e principalmente dão expressão à sua criatividade, realizando-se como pessoas.

Todos sabemos que numa sociedade há os que, de facto, trabalham para obter resultados económicos e fazer crescer a riqueza do seu país. Mas há também os que não trabalham porque já trabalharam e os que  ainda não trabalham  porque se preparam para trabalhar  amanhã e ainda aqueles que não trabalham por falta de saúde ou outras condições. Daqui  resulta que a responsabilidade de quem trabalha é grande e ninguém pode fugir a esta  responsabilidade.  É grande a responsabilidade de quem trabalha, mesmo considerando apenas a produção material, porque dela depende a sua sustentação e da sua família, mas também  a de todos os outros que ficam fora do trabalho pelas razões apontadas. Acrescente-se ainda o sustento da máquina administrativa do Estado, que tem de servir para garantir a justiça  na equitativa distribuição dos recursos.

Sabemos que tem a sua complexidade fazer a correcta gestão deste conjunto  de factores, além de outros, que geram a saúde de uma comunidade. Mas temos de ter a coragem de gerir com a máxima justiça este quadro  de relações e inter-acções. Temos sobretudo que pedir a cada um dos intervenientes neste quadro uma consciência bem esclarecida das suas responsabilidade e sobretudo tem de haver formas de impedir que qualquer deles se aproprie indevidamente de recursos que lhe não  pertencem ou se recuse sem razão a dar o seu contributo, pelo trabalho e pela forma como  intervém nas decisões, para a autêntica promoção do bem comum.

Quando  a sociedade portuguesa está em período de reorganização e a ser pressionada por forças externas ao país para que dê provas de capacidade para se autogovernar, é preciso que todos nós, como cidadãos esclarecidos e responsáveis, saibamos ocupar o nosso lugar.

Para isso precisamos de informações muito claras quer sobre a situação actual da nossa administração pública quer sobre os processos que motivam as pessoas para a iniciativa  e o trabalho quer também sobre aqueles que distribuem os seus resultados.

Claro que para uma boa organização da sociedade não basta garantir os bons resultados  da produção material e até a sua justa distribuição. Há valores mais altos do que estes sem os quais as pessoas não podem ter  vida de qualidade. E aqui incluimos sobretudo os bens da proximidade e da boa relação entre as pessoas que temos de melhorar. estas não podem ser tratadas como números, mas acolhidas  sempre como pessoas em comunidades nas quais ajudam e são ajudadas a realizar  a sua vocação para a comunhão. E precisamos de não descurar estas metas que as contas públicas não contabilizam  mas são, de facto, a parte mais importante  da nossa vida em sociedade.

 

É diante da Palavra de Deus que queremos, como discípulos de Cristo, aprofundar o nosso sentido de responsabilidade quer  para actuarmos na vida Interna  da Igreja quer para intervirmos o mais activamente possível na vida  da Sociedade.

Palavra de Deus que queremos ler e compreender, quanto possível em grupo, para sabermos o que ela pretendeu dizer aos que a escutaram no primeiro momento em que foi pronunciada.

Palavra de Deus que queremos meditar para ver o que ela diz a cada um de nós hoje e aos grupos em que nos inserimos.

Palavra de Deus que queremos rezar, para, no diálogo com Deus, aperfeiçoarmos a nossa capacidade de  resposta aos apelos que ela nos faz,

Palavra de Deus que de facto é luz que ilumina os nossos caminhos e os caminhos do mundo, e, por isso, na contemplação pessoal e de grupo, queremos aprender a discernir o melhores caminhos diante da Pessoa de Jesus, a Luz verdadeira. Ele é,  de facto, fonte de vida e vida em plenitude, assunto que trataremos no próximo domingo.

 

+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

 

publicado por dioceseguardacsociais às 10:53

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