Bispo da Guarda convida padres da Diocese para a Missa Crismal

29.03.10

“Vamos viver a Quinta-Feira Santa deste Ano Sacerdotal e, por isso, queremos que a Concelebração Eucarística em Presbitério, com renovação das nossas promessas sacerdotais, seja vivida em profunda sintonia com os objectivos deste mesmo Ano Sacerdotal” refere o Bispo da Guarda em carta enviada a todos os padres da Diocese.

No documento intitulado “a nossa Quinta-Feira Santa deste Ano Sacerdotal”, D. Manuel Felício acrescenta: “desejamos que esta Quinta-Feira Santa seja o ponto alto do nosso ano Sacerdotal, tanto na Concelebração Eucarística que terá lugar na nossa Sé, com início às 10.30 horas, como na refeição de festa que nos congregará a seguir, no nosso seminário Maior”.

Nestes actos, o Prelado convida todos os padres a “dar especiais graças a Deus” pelos sacerdotes do presbitério da Guarda que este ano cumprem 60, 50 e 25 anos de vida sacerdotal. Entre os aniversariantes estão os padres: (60 anos) António Francisco Branco Marques, António Gonçalves, Francisco Gomes Gonçalves, Francisco Salvado Gralha, Joaquim Teixeira, Mário de Almeida Gonçalves; (50 anos) António Espinha da Cruz Monteiro, Milcíades Marques Gomes, Paulo Gomes da Costa Afonso; (25 anos) António Luciano dos Santos Costa e António Maria Nunes Branco Prado.

publicado por dioceseguardacsociais às 17:48

D. Manuel Clemente abre intervenções sobre centenário da República

24.03.10

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, é o primeiro convidado de uma série de intervenções públicas que a Comissão Diocesana da Guarda das Comemorações do Centenário da Implantação da República vai promover, para assinalar acontecimentos de há 100 anos ligados à implantação da República que marcaram profundamente a nossa cidade.

A intervenção está marcada para dia 15 de Abril, às 21.00 horas, na sala da Assembleia Municipal da Guarda.

Neste programa de intervenções, a Comissão pretende lembrar o Bispo da Guarda de então, D. Manuel Vieira de Matos, figura marcante do Episcopado Português e seus mais directos colaboradores.

Os dois Seminários da Diocese da Guarda que foram encerrados pelos poderes públicos da República, tendo os respectivos edifícios sido retirados à diocese da Guarda, sua legítima proprietária, como aconteceu igualmente com o Paço Episcopal, é outro dos assuntos que será recordado.

O programa contempla uma abordagem de outras instituições de ensino da Igreja, designadamente o Colégio de S. Fiel, por onde passaram figuras marcantes da cultura e da ciência em Portugal.

Outro dos assuntos a tratar tem a ver com o debate de ideias que preencheu a imprensa da Guarda imediatamente antes e depois do cinco de Outubro de 1910.

A Comissão vai, também, reflectir com o público da Guarda a célebre, embora pouco conhecida, Lei de Separação de 1911 e suas consequências para a vida da Igreja em Portugal e para a sociedade portuguesa no seu conjunto.

“Pretendemos ajudar as pessoas da Guarda a terem dos acontecimentos de há 100 anos ligados à implantação da República uma compreensão mais ampla e desapaixonada, contribuindo, assim, para que as lições da História nos ajudem, quanto possível, a traçar os melhores rumos do futuro para a sociedade portuguesa” refere um comunicado da Comissão Diocesana das Comemorações do Centenário da Implantação da República.

Prémio Pessoa/2009, membro efectivo da Comissão Nacional organizadora das comemorações do 5 de Outubro de 1910, figura mediática muito conhecida do público em geral pela sua presença regular na Televisão e na Rádio, D. Manuel Clemente tem, acima de tudo, o mérito de ter dedicado, em grande medida, a sua larga carreira académica ao estudo aprofundado da sociedade portuguesa a partir dos tempos do Liberalismo.

Tem sabido, como ninguém, traduzir em linguagem muito acessível ao público em geral as grandes questões que são recorrentes em Portugal, ao longo dos últimos dois séculos, nomeadamente no que diz respeito à relação da sociedade civil com os poderes instituídos.

 

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Semana Santa - Tríduo Pascal - Sé da Guarda

24.03.10

 

                                                     

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 28 de Março

11.15 horas - Bênção dos Ramos na Igreja da  Misericórdia e procissão comemorativa da entrada triunfal do Senhor em Jerusalém. 11.30 horas - Missa na Sé.

 

Quinta-feira Santa – 1 de Abril

Dia da Eucaristia, do Sacerdócio e do mandamento novo.

10.30 horas – Missa Crismal: Concelebração do Clero com o Bispo Diocesano. Renovação dos compromissos sacerdotais. Consagração e bênção dos santos óleos. 19.00 horas    – Missa da Ceia  do Senhor, com o rito do lava-pés. Ofertas para os pobres. Procissão com o Santíssimo Sacramento (no interior da Sé).            

 

Sexta-feira Santa –   2 de Abril

Celebração da Paixão do Senhor. Dia de jejum e abstinência.

9. 30 horas  – Ofício de Leitura de Laudes.

17.30 horas – Acção litúrgica: liturgia da Palavra; adoração da Santa  Cruz e Sagrada Comunhão. Ofertas para os Lugares Santos.

21.30 horas – Procissão evocativa da morte e sepultura do Senhor e pregação na  Igreja da Misericórdia.

 

Sábado Santo -  3 de Abril

 A  Igreja medita na Paixão e morte do Senhor.

9. 30 horas   – Ofício de Leitura de Laudes.

22.00 horas  – Vigília Pascal: Liturgia da luz, com bênção do lume novo e do círio pascal. Liturgia da Palavra. Liturgia baptismal, com bênção da água e renovação das promessas do baptismo. Liturgia eucarística. A vigília pascal é a "mãe de todas as vigílias, a mais solene de todas as celebrações". Nela, os fiéis exultam com a ressurreição de Cristo.

Todos os católicos procurem viver a celebração do Mistério Pascal de Cristo, conduzidos pelo Espírito Santo, no amor de Deus Pai e do próximo.

 Nota: Por disposição da Igreja, a adoração da Cruz (Sexta-feira Santa e a renovação das promessas do  Baptismo (Vigília Pascal têm indulgência plenária).

 

 

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Seia dá a conhecer património religioso do concelho

24.03.10

Dar a conhecer o património religioso do concelho de Seia é o principal objectivo da exposição que está a decorrer, na Casa Municipal da Cultura de Seia. Inaugurada no dia 21, a exposição pode ser visitada até ao próximo domingo, 28 de Março.

Intitulada “Grandes são as obras do Senhor” esta exposição é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Seia e da Diocese da Guarda.

Para Cristina Sousa, Vereadora da Câmara Municipal de Seia, “esta mostra tem como principal objectivo dar a conhecer, a quem a visita, algumas das mais valiosas peças existentes em cada uma das freguesias do concelho, tais como esculturas, paramentos, livros religiosos, entre outros”.

A exposição conta com as seguintes obras de arte: Nossa Senhora do Rosário, de Alvoco da Serra; São Romão, de Cabeça; Nossa Senhora das Neves, de Carragosela; Cristo, de Folhadosa; Santa Maria Madalena, de Girabolhos; Custódia, de Lages; Símbolo de Fé, de São Romão; Santa Maria Maior, de Loriga; Custódia – Cálice, de Paranhos da Beira; Santa Luzia, de Pinhanços; Turíbulo e Naveta, Sabugueiro; Nossa Senhora do Rosário, de Sameice; Nossa Senhora do Rosário, de Sandomil; Santa Rita, de Santa Comba; São Paulo, de Santa Eulália; Menino Jesus, de Santa Marinha; São Tiago, o Menor, de Santiago; São Martinho, de São Martinho; Nossa Senhora das Dores, de São Romão; Nossa Senhora do Rosário, de Sazes da Beira; Casula, Dalmática, Capa de Asperges, Estola e Manipulo, de Seia; Custódia, de Teixeira; Cruz Processional, de Torroselo; Missal Romano, de Tourais; Nossa Senhora da Ajuda, de Travancinha; São Sebastião, de Várzea de Meruje; Nossa senhora do Carmo, de Valezim; Coroa, de Vide; Calvário, de Vila Cova à Coelheira.

Sobre esta iniciativa, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda refere que “vai dignificar o concelho, que assim apresenta mais uma das suas importantes potencialidades de afirmação para além de dar oportunidade a cada uma das freguesias e paróquias representadas de se reverem, com legítimo orgulho, na sua ou suas peças que integram esta exposição”. 

Para o padre Eugénio Sério, Presidente da Comissão de Arte Sacra da diocese da Guarda e responsável pela direcção e coordenação da exposição “ao repararmos nos objectos expostos, sentiremos gosto e vontade de observarmos tanta maravilha que as igrejas do concelho senense nos poderão oferecer, pois, em variados aspectos, possuem riquezas ainda bastante valiosas mas nem sempre conhecidas”.

Esta exposição aparece na sequência do inventário que a Diocese da Guarda fez em todas as paróquias do concelho de Seia, “de acordo com as normas técnicas superiormente estabelecidas”. Para D. Manuel Felício “a partir de agora sabemos o que temos e onde se encontra” e, por isso, louva a atitude da Câmara de Seia que aceitou “patrocinar esta exposição/mostra das muitas peças de arte cristã que temos espalhadas pelo concelho”.

A divulgação, promoção e salvaguarda da exposição “Grandes são as obras do Senhor” foi garantida pela autarquia, através da publicação de um catálogo, em que são apresentadas e descritas todas as peças patentes na Casa Municipal da Cult

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Agenda episcopal de D. Manuel Felício

19.03.10
De 21 a 27 de Março, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, participa nas seguintes iniciativas: Dia 21, Domingo: 15.00 horas – Celebração arciprestal, em Ano Sacerdotal, no Sabugal. Dia 25: 11.00 horas – Reunião com a Comissão Organizadora da Assembleia Geral do Clero prevista para este Ano Sacerdotal Dia 26: 21.30 horas – Conferência Quaresmal sobre “Sacerdócio Ministerial e Sacerdócio Comum”, na Covilhã (Salão da Igreja de S. Tiago).
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D. Carlos Azevedo participa no Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica

19.03.10

D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar do patriarcado de Lisboa e responsável pela organização da visita de Bento XVI a Portugal, é um dos oradores do III Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica da Guarda.

 

A iniciativa tem como tema “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor: a celebração eucarística, mesa e altar do Pão da Vida” e é promovida pelo Secretariado Diocesano da Liturgia da Guarda. Esta actividade de formação, reflexão e celebração vai decorrer a 17 e 18 de Abril, no auditório da Casa de Saúde bento Menni, na Guarda.

 

Para além de D. Carlos Azevedo, serão oradores no Encontro Paulo Antunes, da Universidade Católica Portuguesa, José António Sousa, do Secretariado Diocesano de Liturgia, e D. Manuel Felício, Bispo da Guarda.

 

O Encontro tem como principais destinatários os leigos, religiosos, acólitos e leitores instituídos, seminaristas, diáconos e sacerdotes. Os interessados em participar devem fazer a respectiva inscrição até ao dia 13 de Abril.

 

Na apresentação do Encontro, o Padre José Dionísio, Director do Secretariado Diocesano da Liturgia refere: “gostaríamos que o Encontro fosse ocasião de um são convívio entre todos aqueles que nas suas paróquias e comunidades prestam serviço no âmbito das celebrações da fé ou que nelas participem”.

 

Mais informações em:

www.liturgiaguarda.com

 

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Património religioso do concelho de Seia em exposição

19.03.10

No dia 21 de Março, pelas 15.30 horas, terá lugar em Seia, a inauguração da exposição de arte sacra “Grandes São as Obras do Senhor”.

 Esta mostra, organizada pela Câmara Municipal de Seia, através do Arquivo Municipal, e pela Diocese da Guarda, pretende divulgar algumas das mais valiosas peças existentes em cada uma das freguesias do concelho, tais como esculturas, paramentos, livros religiosos, entre outros.

 

A exposição pode ser visitada até 28 de Março nas galerias da Casa Municipal da Cultura, em Seia.

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IV Catequese Quaresmal de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda

15.03.10

A oração: encontro com Deus Pai e força humanizadora das pessoas e da Sociedade

 

1.Celebramos o 4º Domingo da Quaresma, também chamado o domingo da alegria, porque nele antecipamos as alegrias pascais da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo Estamos a meio da Quaresma, esta caminhada pessoal e comunitária para a renovação das nossas vidas, segundo identidade de baptizados, que nos configura com a Pessoa de Cristo morto e Ressuscitado. N’Ele está inaugurada a Humanidade Nova, à qual nos sentimos chamados e a Quaresma é tempo especialmente favorável para darmos cumprimento a esta nossa vocação. A Páscoa que se avizinha é celebração do triunfo de Cristo sobre a morte e princípio de vida nova; mas também é o tempo oportuno parta que celebrem o Baptismo aqueles que para ele se estão a preparar ou renovem as promessas do seu Baptismo aqueles que já estão baptizados. A razão é que o nosso Baptismo é entrada na Páscoa de Cristo, de modo a com Ele ficarmos configurados na Sua Morte e na Sua Ressurreição. Por isso sobretudo este tempo central da Quaresma é aquele em que os catecúmenos, ou seja os que se preparam para serem baptizados na Noite Pascal, intensificam a sua preparação e dar provas de que estão capazes de assumir as responsabilidades cristãs. Por outro lado, aqueles que já fomos baptizados temos agora a oportunidade de rever e aprofundar os nossos compromissos cristãos para, com verdade, podermos renovar a profissão de Fé também na Noite Pascal.

 

2.A Palavra de Deus acompanha-nos e ajuda-nos nesta caminhada de preparação para a Festa da Páscoa, em que renovamos as promessas do nosso Baptismo. E hoje coloca-nos diante da Bondade e da Misericórdia de Deus Pai, que ultrapassa todos os limites do razoável e todas as expectativas. A Parábola do Filho Pródigo, que hoje lemos no Evangelho, é a peça do Novo Testamento que mais retrata ao vivo o amor de Deus Pai, que não se deixa vencer mesmo pelos mais impensáveis desmandos de qualquer dos Seus Filhos. O Filho mais novo pediu a herança do pai, o que implicava para a cultura da época o implícito desejo de que ele morresse. Esbanjou toda a herança e ficou na miséria. Caiu em si mesmo, arrependeu-se e iniciou o caminho de regresso à Casa do pai, essa recordação ou nostalgia que, no fundo, nunca o abandonou. É recebido pelo Pai, que vai ao seu encontro de braços abertos e resolve fazer uma grande festa, porque o seu filho “estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi encontrado”. É difícil de entender este excesso de amor, de bondade e de perdão que sai do coração de Deus Pai, E o Filho mais novo, segundo o que diz a Parábola, também não entendeu. Em gestos surpreendentes como este da Parábola do Filho Pródigo nós vemos o perfeito cumprimento da aliança: aliança de que nos fala também a primeira leitura de hoje tirada do Livro de Josué, ao descrever a primeira festa da Páscoa, na Terra Prometida. O Povo, depois de 40 anos passados pelos caminhos do deserto, à Terra Prometida e celebrou a Páscoa. Nós também depois de 40 dias intensamente vividos em espírito de conversão e em caminhada ao encontro do Senhor queremos celebrar a Páscoa, a Páscoa da nova e definitiva Aliança selada em Cristo morto e Ressuscitado. Diz S. Paulo na II Carta aos Coríntios, que hoje também lemos: “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura”. Isto é verdade, porque as coisas antigas passaram e tudo foi renovado, com a Sua Morte e Ressurreição. Nós queremos aproveitar a recta final da Quaresma para entrarmos de verdade pelos caminhos da renovação que nos é oferecida na Pessoa de Jesus Cristo morto e Ressuscitado. Para isso queremos acolher de novo em nossas vidas o perdão que os vem de Deus através do Jesus Cristo e é celebrado principalmente no Sacramento da Reconciliação. Se queremos viver com seriedade a Páscoa que se aproxima não podemos deixar de responder com coragem ao pedido que S. Paulo nos faz hoje, nestes dermos. “Nós vos pedimos, em nome de Cristo, reconciliai-vos com Deus”.

 

3.O Mundo precisa de voltar a experimentar de novo a Paternidade de Deus e com ela a importância que tem para a felicidade das pessoas a paternidade humana. De facto, sentimos que o enfraquecimento das relações familiares e em particular da presença da figura do pai na estruturação da personalidade de cada ser humano não é coisa benéfica. As figuras e as funções complementares do pai e da mãe, quando não existem ou por qualquer motivo se anulam, fazem muita falta, qualquer delas, mas também a sua complementaridade, em todo o processo de desenvolvimento da pessoa, principalmente na sua primeira fase. Por isso, sentimos que a experiência cristã da relação com Deus Pai, Pai de amor, de bondade, de misericórdia, como hoje nos é apresentado na Parábola do Filho Pródigo, tem um importante contributo a dar para a humanização das pessoas e da sociedade em geral. A Parábola do Filho Pródigo remete-nos para a oração do Pai Nosso que todos os dias nós rezamos. Ao chamarmos a Deus pai, tocamos, por um lado, o desejo profundo de todos os homens e mulheres, que é viverem o amor para que foram chamados na relação de paternidade e filiação. Sentimos, por outro lado, a triste imagem que muitos pais terrenos tantas vezes dão de si e da sua missão que lhes está confiada. Também a imagem distorcida de Deus que a cultura em geral e as diferentes práticas, incluindo às vezes a prática cristã, dão de Deus não ajuda. Para compreendermos o verdadeiro e profundo sentido do Pai Nosso e da experiência de relação com Deus Pai que caracteriza a nossa Fé e é profundo desejo de todo o ser humano temos de procurar descobrir o verdadeiro rosto de Deus através da revelação que d’Ele nos faz a Pessoa de Seu Filho Nosso senhor Jesus Cristo. Na pessoa e nos ensinamentos de Jesus Cristo descobrimos como Seus Pai é a fonte de todo o Bem, como Ele é o critério e a medida de todo o Homem recto. Por sua vez, enquanto chamados à filiação divina na Pessoa de Cristo, sentimos que a Pessoa de Deus Pai abre novos horizontes à realização da nossa humanidade. Na relação com Deus Pai e ao vivermos a condição de Filhos de Deus, sentimos que a nossa humanidade se plenifica, vencendo barreiras e limitações de tempo, de espaço e mesmo de capacidades. Sentimos, principalmente que, por este caminho, contribuímos para dar cumprimento à vocação comum a todos os seres humanos, vocação à unidade e à constituição de uma única família, onde todos participem da mesa comum posta para todos pelo único pai e Senhor do Mundo. Esta vocação à unidade de todos os seres humanos, de facto chamados a constituírem uma única família, não se cumpre espontaneamente. Há, de facto, forças que actuam em sentido contrário, como são as forças do egoísmo e da competição desenfreada, incluindo a luta pelo poder a todo o custo. Por isso também para nós cristãos rezar o Pai Nosso é colocarmo-nos numa atitude de conversão, conversão à relação filial com Deus Pai e à relação de fraternidade com todos os outros seres humanos. Quando, ao rezar, dizemos “Pai Nosso que estais nos céus”, não queremos afirmar que Deus Pai está longe ou fora das nossas preocupações quotidianas. Queremos dizer, sim, que toda a nossa vida, os nosso projectos e afazeres pessoais e comunitários ganham sentido verdadeiramente humano e humanizante a partir de um horizonte novo, o horizonte de Deus, princípio, fim e razão da subsistência de tudo quanto existe, incluindo a sociedade organizada que nos enquadra. Todos os projectos humanos recebem o seu verdadeiro sentido e valor a partir da meta para onde se dirige a própria sociedade; e essa meta é o reino de Deus. É por isso que a oração do Pai Nosso, longe de nos encerrar no espaço limitado dos que explicitamente professam a Fé, nos abre às dimensões da humanidade. E sentimos que isto é verdade, a partir do amor de deus Pai, que, de facto não tem fronteiras. Por isso, nós baptizados não podemos, em boa verdade, rezar o pai Nosso, sem levarmos junto d’Ele todos aqueles por quem Ele entregou o Seu Filho muito amado. Sendo assim, rezar o pai Nosso é rezar também por todos aqueles que ainda O não conhecem ou n’Ele não crêem. Sendo a oração ensinada aos seus discípulos pelo próprio Jesus Cristo, o Pai Nosso é afirmação da nossa identidade de Filhos de Deus e irmãos no mesmo Jesus Cristo. Esta é também a oração da Igreja por Excelência e, ela aparece em todos os momentos celebrativos de maior significado, como a Eucaristia e a Liturgia das Horas. Por último, sublinhamos a força humanizadora desta oração que saiu dos lábios do próprio Cristo. De facto para cada homem e cada mulher a experiência da relação filial e paternal, no quadro de uma família de relações estáveis, tem importância decisiva. E mesmo quando a família se desestrutura ou a experiência de relação filial e paternal não é reconfortante, fica sempre essa necessidade. A relação filial com Deus Pai é sempre o cumprimento desta aspiração incontornável do coração humano. Por sua vez a relação humana de filiação e paternidade encontra a sua genuína fonte de inspiração, de correcção e de progressivo aperfeiçoamento na própria paternidade de Deus. Por tudo isto vemos que pretender promover o desenvolvimento de uma personalidade ou mesmo da própria organização social, prescindindo da relação estruturante de filiação e paternidade é prejudicar gravemente as pessoas e põe a sua realização enquanto pessoas. Por sua vez desfazer o que é próprio desta relação identificá-la com outra forma de relações, como é a relação maternal, continuará a agredir as pessoas, sobretudo na sua fase de crescimento. Desejamos que esta Quaresma e esta Páscoa possam ajudar-nos a redescobrir na Paternidade divina, que a Parábola do Filho Pródigo hoje nos descreve em suas dimensões mais desconcertantes, a fonte inspiradora de toda a paternidade que existe neste mundo e sem a qual o seu pessoa não se pode cumprir.

 

Guarda, Igreja de S. Vicente,

Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

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III Catequese Quaresmal de D. Manuel Felício

08.03.10

III Domingo da Quaresma - Dia Nacional da Caritas

 

A oração leva à conversão

 

1. Celebramos o III Domingo da Quaresma. Continuamos a voltar-nos para a oração, uma força que nos mobiliza para a renovação pessoal e comunitária, com consequências na organização da Sociedade. Hoje é também o Dia Nacional da Caritas. Ora, a Caritas a nacional e as correspondentes Caritas diocesanas e paroquiais são o instrumento de que a Igreja dispõe para dar cumprimento, de forma organizada, ao mandamento do amor ou da caridade. Como sabemos, por imperativo da missão da igreja, a caridade organizada não pode faltar nos programas de vida de todas e cada uma das comunidades cristãs. Quando falamos de caridade organizada pretendemos falar de um serviço permanente destinado a lembrar à comunidade este seu dever e, em seu nome, a dar-lhe cumprimento

 

2. A Palavra de Deus hoje proclamada pede resultados ao exercício da nossa Fé de cristãos e de comunidades cristãs. Se a nossa vida é como a figueira estéril, o seu destino é ser arrancada e deitada fora. Também não basta cultivar uma confiança abstracta em Deus fora de sincera conversão, como argumenta o Evangelista, citando dois episódios que estavam na memória dos ouvintes de Jesus. A nossa fé tem de desabrochar em obras de amor a Deus e ao próximo. Nós temos, como Moisés, uma missão a cumprir nesta história onde nos é dado viver. Também a nossa missão não é fácil, mas temos a garantia de que o nosso Deus, o mesmo que a Moisés se revelou com o nome de “eu Sou” e a nós como Trindade Santíssima, está connosco e acompanha-nos. Jesus Cristo é, de facto, o verdadeiro Rochedo, esse rochedo vivo que matou a sede ao Povo de Deus do Antigo Testamento e a nós nos conforta agora com o alimento da Eucaristia e da Sua palavra. Pelos caminhos que esta quaresma nos aponta, desejamos aprofundar a nossa comunhão com Cristo, acertando com Ele todos os percursos da nossa vida.

 

3. E é na oração que desejamos cultivar e aprofundar a nossa comunhão com Cristo; comunhão que longe de nos afastar do mundo e da Sociedade, com seus êxitos e dificuldades, mais nos obriga a estarmos atentos aos seus diferentes percursos e a comprometer-nos neles. É por isso que o Catecismo da Igreja Católica fala da oração também como um combate. Um combate que se desenrola no interior de cada pessoa, na medida da sua força para vencer todas as resistências à relação com Deus; mas também se desenrola na relação com a sociedade, onde o sentir de Deus marca muitas diferenças e mesmo alguns enfrentamentos. Neste combate, as nossas armas são diferentes daquelas que os homens costumam usar, pois elas são a humildade, a confiança filial e a perseverança no amor, diz o mesmo catecismo. Para cultivar esta atitude combativa da oração cada um de nós é convidado a fazer o encontro regular com a Palavra de Deus. E o mesmo catecismo recomenda um método chamado “lectio divina”, no qual se cumprem os seguintes passos:

1º) a leitura da palavra de Deus;

2º) depois a meditação da mesma Palavra;

3º) a seguir o esforço por rezar a palavra lida e meditada;

4º) contemplando a Deus;

5º finalmente formulamos o propósito de agir de acordo com ela. Vemos, assim, como a oração nos leva a assumir compromissos sérios no palco da vida social. São estes compromissos que nos quer lembrar também o dia nacional da Caritas, hoje celebrado. 4. O Santo Padre Bento XVI começa a sua encíclica “Caritas in Veritate” com estas palavras: “A caridade na verdade que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e Ressurreição é a grande força propulsora para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da Humanidade inteira”. Promover o verdadeiro desenvolvimento é, assim, de acordo com a encíclica do Papa, missão de toda a Igreja e que a Caritas assume, em nome e por vontade da mesma Igreja. Por sua vez, ligado a este verdadeiro desenvolvimento está, por um lado o Bem comum de todas as pessoas; por outro lado, está também a promoção do crescimento integral de cada uma delas. Tanto a promoção do bem comum como a promoção do desenvolvimento integral de cada pessoa, no respeito pela sua participação em variados corpos intermédios, segundo o princípio da subsidiariedade, é um dever da comunidade política e das suas instituições de governo, mas também é dever de cada cidadão e dos grupos que estes possam criar com finalidades específicas. A Igreja, por missão, que lhe é própria, sente que tem de acompanhar e ajudar cada pessoa no percurso do seu desenvolvimento que, como lembra o Papa Bento XVI, citando o seu antecessor Papa Paulo VI, deve ser entendido como vocação. Isto significa que o desenvolvimento de cada pessoa é resposta a um apelo transcendente que vem de Deus e só de Deus recebe o seu último significado. Por sua vez o desenvolvimento de cada pessoa nunca se processa à margem do desenvolvimento social; pelo contrário, cada pessoa só se desenvolve verdadeiramente na medida em que se sente a fazer parte e mesmo se sente protagonista do desenvolvimento da sociedade que a enquadra. Por isso, criar espaço para todas as pessoas e cada uma delas nos programas de desenvolvimento de uma sociedade é o que se chama processo de verdadeira integração e portanto a única forma de combater a exclusão social, infelizmente, um dos grandes males que continuam a afligir-nos. O combate à exclusão social é uma das prioridades da acção da Igreja no exercício de missão que Jesus lhe confia para fazer com que toda a humanidade cumpra a sua vocação de ser uma verdadeira e única família. A Caritas é o braço da Igreja especialmente empenhado em dar cumprimento a esta missão e a lembrar a toda a comunidade a obrigação de nela colaborar, ainda que de formas variadas. Temos de reconhecer que o combate à exclusão, para atingir o objectivo de todos os cidadãos fazerem a experiência positiva de serem actores do desenvolvimento não depende só dos governos e das leis que eles possam fazer ou até dos subsídios materiais que possam ser atribuídos. Para atingir os objectivos desejados é necessário accionar outros mecanismos. E entre estes são de incentivar aqueles que apostam na proximidade a cada uma das pessoas, suas famílias e relações de vizinhança; mecanismos que sabem entrar na cultura e nos hábitos de cada pessoa e seu grupo despertando nelas as capacidades que as podem tornar autoras da sua própria inclusão pela entrada no processo do desenvolvimento. Ora, nós sabemos que o principal factor de integração social e consequentemente de combate à pobreza é o trabalho. Ao Estado temos o direito de pedir condições para a criação de empregos para que as pessoas possam exercer o direito ao trabalho. Todos sabemos, porém, que o desemprego é o grande flagelo que atinge actualmente as sociedades mesmo as desenvolvidas com agravamento na crise financeira que vivemos desde há 1 ano. Em Portugal o desemprego está todos os dias a bater recordes e na nossa região mantém-se a tendência para os seus números serem mais altos do que a média nacional. Como resolver este gravíssimo problema que afecta todos os portugueses, mas principalmente aqueles que, como nós, habitam as zonas mais desfavorecidas do nosso país? Os caminhos da resposta que deve ser dada encontramo-los na responsabilidade social de empresa defendida pela encíclica do Papa Bento XVI com muitos e bons mestres da ciência económica a acompanhá-lo. Este princípio, usando palavras da encíclica parte da convicção de que a gestão de uma empresa não pode ter em conta unicamente os interesses dos proprietários da mesma, mas deve preocupar-se também com as outras diversas categorias de sujeitos que contribuem para a vida da empresa, incluindo a comunidade de referência, onde ela se situa. Procurando entender e traduzir na prática este princípio, atentemos na seguinte realidade que a nossa experiência comprova:

1) Apesar de certas empresas fecharem e outras diminuírem o número de trabalhadores, o que está a acontecer todos os dias entre nós, os resultados finais da produção não diminuem. No caso português, o PIB desacelerou no seu crescimento, mas não diminuiu apesar da crise. - De facto, algumas empresas argumentam mesmo que, para garantir a sua sustentabilidade, é forçoso diminuírem o número de trabalhadores, substituindo-os pela máquina.

2) Se os lucros são os mesmos ou ainda maiores e os trabalhadores são menos, a quem pertencem as mais valias? É aqui que é preciso aplicar o princípio da responsabilidade social da empresa de que fala a encíclica. Isto é, os lucros das empresas - e por princípio, a empresa deve dar lucros - devem incluir nos seus destinos também a satisfação das grandes necessidades da sociedade em que se enquadram. Se isto é verdade ao nível da nossa economia que é das mais débeis da Europa, é ainda mais verdade se o considerarmos no âmbito da economia global. Há fundos e mais valias que têm de ser transferidos para dinamizar a criação de empregos onde eles não existem e para irem em auxílio das populações famintas que infelizmente são ainda um grande flagelo da humanidade. Em relação ao combate ao desemprego não podemos acalentar a esperança de vermos resolvido este problema pela instalação de muitas e grandes empresas com a utilização de mão de obra maciça como até há pouco tempo acontecia, entre nós. É preciso, em contrapartida, ter a coragem de acreditar na capacidade empreendedora própria de cada pessoa. É preciso ter a humildade de ir ao seu encontro, procurando ajudá-la a identificar as suas capacidades, adquirir conhecimentos e instrumentos indispensáveis para que ela tome iniciativas. E sentimo-nos fortalecidos na esperança, quando, a este propósito, lemos na encíclica de Bento XVI o seguinte: “O espírito empresarial está inscrito em cada trabalho, entendido como acto da pessoa. Por isso, é bom ajudar cada trabalhador a que saiba trabalhar por conta própria”. Tem razão o Papa quando, desta forma, nos manda cultivar o empreendedorismo. Por isso temos de pedir às nossas autoridades o cumprimento do dever de justiça que é criar as condições para este empreendedorismo, com a transferência de mais valias financeiras para regiões carenciadas como a nossa. Aqui se deve incluir também a facilitação do acesso aos fundos comunitários ainda existentes, que em si mesmos se destinam a desfazer assimetrias como acontece na região em que nos encontramos. É escandaloso o facto constatado de que houve fundos que não foram aproveitados e voltaram para trás, para os cofres da Europa, deixando em grande necessidade muitos cidadãos das nossas terras que deles poderiam ter aproveitado. Argumenta-se que não houve projectos atempadamente feitos ou então que o Estado não tinha dinheiro para pagar a parte que lhe correspondia. Se não havia projectos, era da responsabilidade das instituições públicas para isso vocacionadas ajudar as pessoas ou grupos de pessoas a fazerem esses projectos de acordo com as exigências técnicas correspondentes. Se não havia dinheiro nos cofres públicos para satisfazer a parte do Estado, pedia-se a coragem de cortar na despesa do Estado o necessário e uma das soluções poderia passar por diminuir alguns ordenados, durante algum tempo para isso ser possível. Eu, pela parte que me diz respeito, aceitaria entrar neste jogo. São gestos corajosos desta natureza que nos têm faltado, até para dar a volta por cima à crise financeira, que continua a fazer sofrer muitas famílias. Também no que respeita a satisfazer as necessidades primárias, em alimentação e água potável, que infelizmente continua a afectar muitas populações famintas, está provado que o volume dos recursos actualmente existentes do mundo é suficiente para matar a fome a todos. Mas o facto é que a muitos não chega o necessário. Registe-se, ainda por cima, a agravante que nos vem das notícias segundo as quais no mundo da abundância cinquenta por cento dos alimentos de facto confeccionados morrem no caixote do lixo. Isto enquanto milhões de irmãos nossos morrem de fome. Confirma-se assim a oportunidade da denúncia que faz a encíclica de Bento XVI quando diz: “A fome no mundo não depende de uma esquecês material, como sobretudo da escassez de recursos sociais… falta um sistema de instituições económicas que seja capaz de garantir acesso regular e adequado à alimentação e à água”. É esta a contradição que continua a verificar-se. Alguns têm demais outros não têm o suficiente; e não encontrámos ainda formas de estabelecer este equilíbrio, querido por Deus e que constitui a vocação mais funda de todo o ser humano. Sem a presença de Deus na vida das pessoas e no palco da vida social não será possível resolver este gravíssimo problema. É isso que o Papa nos diz com as seguintes palavras: “ Quando o Estado promove, ensina ou até impõe formas de ateísmo prático, tira aos seus cidadãos a força moral e espiritual indispensável para se empenharem no desenvolvimento integral”. E porque fazemos a verificação prática desta afirmação do Papa, sentimos que a força da nossa fé pessoal e comunitária é um bem essencial de que a coesão da nossa sociedade precisa. Neste dia nacional da Caritas desejamos lembrar o nosso propósito de que em cada paróquia ou grupo de paróquias haja uma instituição Caritas.

 

E que esta seja capaz não só de auscultar as necessidades ali existentes e procurar para elas as melhores respostas mas também de sensibilizar os fiéis para o exercício da sua responsabilidade de cristãos e cidadãos perante os desafios que supõe a mensagem evangélica em matéria de exercício da caridade. Com o renovado empenho da Caritas Diocesana vamos continuar a abrir estes caminhos, que sentimos serem os verdadeiros caminhos do futuro.

 

Belmonte, 7 de Março de 2010

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

publicado por dioceseguardacsociais às 12:28

Retiro para familiares dos sacerdotes da Diocese da Guarda

03.03.10

De 29 a 30 de Março, vai decorrer no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos, na Guarda, um retiro para familiares dos Sacerdotes.

O retiro terá início às 10.00 horas de segunda-feira e terminará às 17.00 horas de quarta-feira e será orientado pelo Bispo Diocesano, D. Manuel Felício.

“É muito aconselhável que, para além dos inscritos no ‘Movimento Família do Sacerdote’, participem também neste retiro todos os outros familiares dos nossos Padres, dos nossos Diáconos e dos nossos Seminaristas Teólogos que o puderem fazer. Sabemos todos que a oportunidade de fazer retiro é uma graça muito grande que Deus nos concede” explica o Assistente do “Movimento Família do Sacerdote”, Padre Mário Gonçalves.

Os interessados em participar no retiro devem fazer a inscrição no Centro Apostólico até à tarde do dia 26 de Março (271213610).

publicado por dioceseguardacsociais às 10:10

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